Política

Exercícios militares testam acções em operações de paz

Angola acolhe em Setembro próximo, em simultâneo, na vila da Catumbela, município do Lobito (Benguela) dois “Exercícios Felino” das Forças Armadas da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), para atestar a capacidade de participação em missões de apoio à paz e de ajuda humanitária.

09/05/2019  Última atualização 06H00
DR © Fotografia por: Egídio de Sousa e Santos presidiu à abertura da conferência

O anúncio foi feito ontem, em Luanda, pelo chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas (FAA), Egídio de Sousa e Santos, na abertura da Conferência Inicial de Planeamento dos Exercícios Felino 2018/2019, co-organizados por Angola e São Tomé e Príncipe.
O primeiro “Exercício Felino” deveria ter lugar no ano passado, em São Tomé e Príncipe. “Por motivos atendíveis o evento não se realizou”, referiu Egídio de Sousa e Santos, indicando que, para não quebrar o ciclo, Angola prontificou-se a realizar, este ano, os dois simulacros, o “Felino 2018” em carta seguido do "Felino 2019”, com forças no terreno, para ensaiar missões futuras de carácter humanitário, ajuda e salvamento.
“O facto de Angola acolher, pela segunda vez, a realização do exercício militar é motivo de satisfação e reforça a confiança já granjeada no seio da comunidade, no cumprimento das missões no quadro dos compromissos internacionais”, afirmou o chefe do Estado-Maior General das FAA.
Os exercícios acontecem na vila da Catumbela, município do Lobito (Benguela) pelo facto de a localidade ter sido assolada de por inundações e muitas famílias, até ao momento, clamarem por ajuda humanitária, segundo o oficial superior das FAA.
Sob o lema “Operações de apoio à paz e de ajuda humanitária”, o “Exercício Felino” será desenvolvido por uma força no terreno, constituída por subunidades representativas e conjuntas das FAA sob a direcção de um comando e Estado-Maior de uma “task-force” conjunta e combinada da CPLP, representado por oficiais militares de Angola, Brasil, Cabo-Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste.
Egídio de Sousa lembrou, a propósito, a participação de Angola “com sucesso” no ano passado na Missão de Prevenção da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), no Reino do Lesotho, que visou a estabilização da situação política e militar naquele país africano membro da organização regional.
O oficial militar falou também da experiência do país no acolhimento de refugiados de países vizinhos e da recente participação de Angola nas operações de ajuda humanitária ao povo de Moçambique, vítimas do ciclone Idai, para onde movimentou um contingente de 111 efectivos e doou 40 toneladas de meios diversos.
Para reforçar a missão de ajuda humanitária e de solidariedade a Moçambique, Angola disponibilizou dois helicópteros na cidade da Beira, para atender as operações de busca e salvamento.
Na conferência de ontem participaram altas patentes das Forças Armadas Angolanas, adidos de Defesa da CPLP, entre outras individualidades convidadas.
Em Setembro de 2010, efectivos das Forças Armadas de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe participaram, na localidade de Cabo Ledo, no “Exercício Felino”.
Realizado em cenário fictício o exercício simula uma situação de crise humanitária com implicações de segurança, num ambiente permissivo, empregando dados geográficos reais do país.
O “Felino 2010” visou desenvolver as capacidades das Forças Armadas dos Países da CPLP para a realização de manobras conjuntas e combinadas no âmbito das operações de ajuda humanitária e de apoio à paz.
O simulacro, que movimenta dezenas de tropas, é uma acção conjunta e combinada, que integra forças e elementos pertencentes aos países integrantes da comunidade lusófona.

Comentários

Seja o primeiro a comentar esta notícia!

Comente

Faça login para introduzir o seu comentário.

Login

Política