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Executivo reitera apoio aos agentes pecuários

Arão Martins | Lubango

Jornalista

O ministro de Estado para a Coordenação Económica reiterou, ontem, no Lubango, o “empenho e total dedicação” do Executivo em resolver, de modo gradual e sistemático, todos os problemas que constituem constrangimentos à actividade dos agentes pecuários.

21/08/2021  Última atualização 08H15
© Fotografia por: Arão Martins|Edições Novembro|Lubango
Segundo Manuel Nunes Júnio, que falava na abertura do II Fórum das Cooperativas Pecuárias de Angola, o que se pretende é que a produção seja cada vez maior e elevar as taxas de retorno.

Com isso, disse, será criado valor acrescentado ao país, com mais emprego, salários condignos, lucros por parte dos empresários que devem pagar impostos ao Estado.

Manuel Nunes Júnior defendeu que os investimentos públicos devem ser desenhados e implementados, de modo a complementar à acção do sector privado. Para ele, entre os sectores público e privado deve estabelecer-se uma verdadeira relação de complementaridade estratégica.

O coordenador da equipa económica do Executivo afirmou que o evento constitui mais um passo significativo no processo que levará à criação da Federação dos Criadores de Gado de Angola. Enalteceu o esforço empreendido pelo Grupo Técnico Empresarial, pelo papel activo no desenvolvimento desta iniciativa.

O Grupo Técnico Empresarial, disse, é um exemplo vivo de como o sector público pode estabelecer relações de complementaridade estratégica com o privado, resultando, daí, uma visão mais objectiva e realista para a solução dos problemas relacionados com o relançamento da economia e revitalização da vida produtiva do país.

Manuel Nunes Júnior reafirmou que o aumento da produção nacional é um imperativo do Executivo, por ser um factor importante e estratégico para o desenvolvimento do país. Disse que tal afirmação vai continuar a ser feita, até que se consigam resultados cada vez mais significativos na actual estrutura económica do país.

"Não podemos continuar a ter uma economia, cuja pujança dependa apenas do petróleo no mercado internacional”, disse.
O governante referiu que, "quando o preço do petróleo está alto, os investimentos públicos também são altos e a economia cresce; enquanto, inversamente, os investimentos públicos são baixos e a economia passa a crescer de modo pálido, ou entra, mesmo, em recessão”.

"Embora os investimentos públicos sejam importantes, eles não podem ser a única forma de crescimento do país. Temos de alterar esse estado de coisas, de modo a tornar o sector privado o verdadeiro motor do crescimento económico do país”, defendeu. O II Fórum das Cooperativas Pecuárias de Angola encerrou ontem.

  Apoio ao programa de diversificação económica

Manuel Nunes Júnior defendeu que o Programa de Diversificação das Exportações e Substituição das Importações (PRODESI) deve contar com todo o apoio dos pecuaristas para que seja permanentemente aperfeiçoado ao longo do seu percurso.
"Temos consciência que tudo na vida está em constante evolução”, admitiu, reconhecendo que "há sempre muita coisa a melhorar no programa”, mas que "o importante é não parar”. O ministro defendeu que se trabalhe para que o país atinja, nos próximos anos, a auto-suficiência alimentar.
"Temos que trabalhar para deixarmos de importar alimentos de amplo consumo popular e passar a produzi-los no país”, exortou Manuel Nunes Júnior, acrescentando que, com isso, "ganha-se com a poupança de divisas, aumenta-se a segurança alimentar e, sobretudo, a quantidade de emprego no país”.
No âmbito de apoio à produção nacional, o governante saudou a iniciativa do Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA) em lançar o programa de apoio à pecuária, "bem como a disponibilidade existente para atribuição de créditos de maior volume às cooperativas de maior dimensão”.
Neste domínio, disse, será possível contar com cerca de de mil milhões de dólares dosponibilizados desde 2019 pela linha de crédito do Dush Bank.

Agro-pecuária em risco

A região sul do país vive uma grave crise climática com repercussões acentuadas, pondo em risco a actividade agropecuária em geral e os negócios correlacionados em particular, alertou, quarta-feira, no Lubango, o presidente da Cooperativa dos Criadores de Gado do Sul de Angola.

Segundo Salvador Rodrigues, além de pôr em risco a agro-pecuária e os negócios correlacionados, também há preocupação de a crise climática colocar, também, em risco a vida humana.

Reconheceu que o Executivo está a envidar esforços no aumento de pontos de abeberamento do gado, mas defendeu que outras iniciativas como vacinação, sanidade animal e gestão sustentável do pasto, água e biodiversidade devem ser tidas em conta.


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