Política

Executivo reabilita 900 quilómetros de estradas

Garrido Fragoso

O Executivo está a reabilitar 900 quilómetros de estradas ao nível do país, manutenção de 1.824 quilómetros de vias terrestres, bem como a construir 20 pontes, incluindo 286 quilómetros de estradas de terra batida, anunciou, ontem, em Luanda, o ministro das Obras Públicas e Ordenamento do Território, Manuel Tavares de Almeida.

17/06/2021  Última atualização 05H45
Reunião foi orientada pelo Vice-Presidente da República © Fotografia por: Paulo Mulaza | Edições Novembro
Em declarações à imprensa, no final da primeira sessão ordinária do Conselho Nacional de Viação e Ordenamento do Trânsito (CNVOT), orientada pelo Vice-Presidente da República, Bornito de Sousa, o mi-nistro das Obras Pública falou da reabilitação, em curso, das Estradas Nacionais 230 (Malanje-Saurimo), 120 (Lucosse -Mpala - Nóqui), 280 (Cuchi-Cutato), 100 (Rio Quiminha- Dombe Grande), 180 (Dundo-Saurimo e desvio do Lucapa) e a 225 (Catata-Lôvua).

Manuel Tavares de Almeida lembrou que no ano passado foi aprovada a revisão do Plano Rodoviário Nacional, cujos anexos descrevem os itinerários dos troços rodoviários que são da responsabilidade do Instituto de Estradas de Angola (INEA) e os que estão a cargo dos governos provinciais. 


O ministro disse que o levantamento feito ao nível do país pelas delegações provinciais do INEA  permitiu a caracterização de 11.620 quilómetros de estradas, dos quais 3.602 quilómetros apresentaram-se em bom estado de conservação, 3.950 em estado razoável, 2.673 em mau estado e 1.395  em estado crítico.  "Resultou daí, o lançamento de um concurso  público  de 27 empreitadas, que culminou na contratação de 27 empresas  para a reabilitação e conservação das estradas”, acrescentou.

O Plano Nacional de Salvação de Estradas, esclareceu, tem as componentes de intervenções profunda e ligeira. Referiu que o mesmo sofreu um interregno devido à Co-vid-19, salientando que já foi retomado no ano passado, no sentido de contribuir para a redução da sinistralidade  rodoviária no país.

Portagens em curso

Com vista à arrecadação de receitas para a manutenção das estradas, o ministro das Obras Públicas e Ordenamento do Território disse que foi recentemente aprovado o Plano Director de Portagens.


Sublinhou que o referido plano prevê a instalação de portagens, sobretudo nos postos fronteiriços. A primeira fase do mesmo prevê a instalação de portagens nos postos fronteiriços de Massabi e Yema (Cabinda), Nóqui e Luvo (Zaire), Luau (Moxico), Santa Clara (Cunene), in-cluindo a modernização da portagem da Barra do Cuanza, em Luanda.

"Já foram concluídos os projectos  dessas portagens, o que vai permitir, nos próximos tempos,  o lançamento do concurso público para sabermos os custos que estarão envolvidos”, garantiu o ministro, que apontou a possibilidade de serem feitas parcerias público-privadas   ou  investimentos públicos, acrescentando que prevalecerá a modalidade que criar mais benefícios para o Estado.


Carta rodoviária

Aos jornalistas, o ministro das Obras Públicas também informou que está em preparação a Carta Rodoviária Nacional, que visa a actualização em sistema de informação georreferenciado  de toda a rede rodoviária nacional, prestando informações aos utentes sobre o estado das vias rodoviárias ao nível de todo o território.

Em relação ao "famoso” troço rodoviário Camama-Viana, em Luanda, o ministro adiantou ser um projecto cujos custos de intervenção foram renegociados de 96 milhões de dólares para 58 milhões.  
Referiu que a reabilitação da referida via comporta quatro faixas e vias de acesso local, bem como incorpora  "grandes trabalhos” de macro-drenagem.

Manuel Tavares de Almeida  disse que devido aos "sérios constrangimentos” ao trânsito que a referida es-trada provocava, a mesma foi enquadrada, de urgência, no âmbito do PIIM, o que permitiu provisoriamente a sua reabilitação.

Acidentes de viação


O Conselho Nacional de Viação e Ordenamento do Trânsito procedeu ao balanço da sinistralidade rodoviária no país.No final do encontro, o comandante-geral da Polícia Nacional, Paulo de Almeida, informou que o país registou nos últimos cinco meses deste ano 4.974 acidentes de viação (mais 1.240 em relação ao período idêntico de 2020), que resultaram em 1.043 mortos e 5.095 feridos.

Do referido número de acidentes, destaque para os atropelamentos(516 mortos),  colisões  entre  automóveis e motociclos (214) e despistes e capotamentos(115).


O responsável da Polícia Nacional atribuiu as causas do aumento de acidentes  ao desconfinamento da população, no âmbito da Covid-19. "O  ano passado, no mesmo período, estávamos numa fase de Estado de Emergência e o confinamento das pessoas era mais incisivo, o que permitiu baixar os casos de sinistralidade rodoviária", afirmou.
Paulo de Almeida disse ainda que as infracções  às regras do Código de Estrada, excesso  de velocidade, mau estado dos veículos,  má conservação das estradas são, entre outras, as causas de mortalidade no país.

No capítulo dos acidentes de viação, o comunicado de imprensa refere que Luanda lidera  as estatísticas da sinistralidade rodoviária com 627 acidentes, 223 mortos e 557 feridos, seguindo-se a província da Huíla com 352 acidentes, 39 mortos e 332 feridos, Benguela (214 acidentes, 39 mortos e 267 feridos), Huambo (205 acidentes, 35 mortos e 186 feridos), e Bié (151 acidentes, 26 mortos e 171 feridos).

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