Economia

Executivo quer mais recursos do petróleo a financiar a economia

Xavier António

Jornalista

O ministro de Estado para a Coordenação Económica, Manuel Nunes Júnior, afirmou esta quinta-feira (9) em Luanda, que “uma economia que dependa de um só produto para geração dos seus rendimentos fiscais e dos seus recursos externos não é uma economia sustentável”.

09/09/2021  Última atualização 13H57
© Fotografia por: DR

O ministro de Estado falava esta manhã na abertura da conferência internacional de petróleos "Angola Oil e Gás 2021”, em representação do Presidente da República, João Lourenço.  

"É crucial que o sector dos petróleos continue a gerar recursos financeiros necessários que sirvam para beneficiar o resto da economia, de modo a torná-lo mais sólida e sustentável”, sublinhou.

No entender de Manuel Nunes Júnior, é fundamental usar os recursos provenientes do sector do petrolífero para financiar a diversificação da economia e "entrarmos para um bom ciclo de estabilidade do país menos depende do petróleo”.

Durante a sua intervenção, explicou ainda que devido a problemas de carácter operacional, declínio natural de produção e atraso na entrada em produção de novos campos "por não terem sido feitos investimentos em tempo oportuno, as taxas de crescimento do sector petrolífero de Angola têm sido negativas nos últimos anos”.

De acordo com o ministro de Estado para a Coordenação Económica, o Executivo está a trabalhar para reverter a situação através da legislação aprovada, recentemente, no domínio do petróleo e gás, no aumento das taxas de recuperação e do relançamento da exploração em geral.

"Vamos também acelerar a produção de gás natural e utilizar a produção do gás associado para fornecimento à LNG”, adiantou.

O governo angolano, fez saber, subscreve as iniciativas de conservação do ambiente incluindo a introdução gradativa de energias renováveis na matriz energética nacional e mundial.

O certame que, encerra, amanhã (10) decorre no Centro de Convenções Talatona, zona sul da capital, tem como tema central "Angola Indústria do Petróleo e do Gás: O Roteiro para a Regeneração e Crescimento", e reúne vários especialistas em manteria dos petróleos e gás.  

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