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Ex-militares receberam kits de auto-emprego em Benguela

Um total de 126 pessoas, com maior destaque para ex-militares, na província de Benguela, beneficiou de kits de auto-emprego, no âmbito do Programa Integrado de Desenvolvimento Local e Combate à Pobreza (PIDLCP).

23/09/2022  Última atualização 07H15
Pequenos negócios estão a impulsionar o combate à pobreza no seio de centenas de famílias © Fotografia por: Edições Novembro

Os beneficiários receberam 20 kits de comércio, oito máquinas de costura, dez kits de agricultura e igual número de pesca, 47 motorizadas para serviço de moto-táxi, uma manga de vacinação e 30 animais de reprodução.

A entrega dos kits esteve enquadrada nas celebrações do centenário de Agostinho Neto, o primeiro Presidente da República de Angola, que se comemorou no dia 17 deste mês. 

A administradora municipal de Benguela, Paula Marisa Correia, considerou que, com a recepção dos kits, os contemplados estão habilitados para trabalharem,  tendo em conta que o auto-emprego pode ser encarado como uma oportunidade para quem busca a sua autonomia. 

Paula Marisa Correia avançou que os apoios vão continuar a ser proporcionados, no sentido de se acelerar o combate à pobreza no seio das famílias mais carenciadas. 

A responsável administrativa referiu que se trata de mais um estímulo para o cidadão que vive em situação menos boa, no sentido de, doravante, ter a oportunidade de adquirir produtos e serviços aos quais antes não tinha acesso. 

"Os kits são mais um passo para a resolução dos problemas sociais das comunidades, além de garantirem a geração de empregos, é mais um instrumento de negócio voltado para a sociedade direccionado à inclusão social”, disse.

O processo de entrega dos meios para as famílias e às associações é contínuo. Desta feita, em breve, realçou que se vai contar com o Programa de Reconversão da Economia Informal (PREI), desenhado pelo Executivo, no âmbito do Plano de Desenvolvimento Nacional, para promover a transição de economia informal para formal. 

Paula Marisa avançou que consta das acções do PREI  proceder à transição gradual da economia informal para a formal e sustentável, quer para a economia real, quer para a protecção dos empreendedores, acções consideradas muito ambiciosas para o combate à pobreza. 

 

Mais segurança nos negócios 

O economista José Hamulaya disse que, em Benguela, a economia informal constitui-se como factor estruturante da organização da vida económica e social, daí ressaltar a grande importância da intervenção do PREI, com o objectivo de reduzir os níveis de informalidade e promover a formalização progressiva das actividades. 

Desta forma, considerou, há o aumento da segurança dos negócios praticados, actualmente, no mercado informal, combate à pobreza, promoção do emprego em condições dignas, maior confiança dos consumidores, melhoria da arrecadação fiscal do Estado e o aumento do índice de bancarização. 

Por isso, defender a aposta no apoio e promoção de pequenos negócios, sobretudo os que são desenvolvidos por jovens nas comunidades, o reforço da inclusão económica da juventude nas zonas rurais, através de projectos adaptáveis à realidade local. 

José Hamulaya realçou a importância de se intensificar o processo de diversificação da economia, mediante uma forte aposta nos sectores da Agricultura, Indústria e Pescas, com grande envolvimento dos jovens. 

 

Satisfação dos beneficiários 

José António, 67 anos, ex-militar das antigas FAPLA, considerou que os kits de pesca que recebeu vão ajudar em grande medida a garantir o sustento da família, que faz tempo que perdeu o poder de compra. 

"A partir de hoje, nasce uma nova esperança na vida da minha família. Vamos procurar rentabilizar os meios, de forma a conseguirmos adquirir outros instrumentos e dar solidificação aos negócios”, disse.

Realçou que conhece a utilidade do kit de que beneficiou, para dar início à actividade de pesca, por isso, vai cuidá-lo e fazer com que crie condições para dar empregos a outras pessoas. 

Já a estudante Maria Joaquina chamou a atenção para a necessidade da formalização da rede de mercados informais. 

"A minha mãe trabalha no Mercado 4 de Abril, na cidade de Benguela, e de lá consegue o dinheiro para nos dar de comer e pagar a minha e a propina dos meus dois irmãos, sublinhou a jovem.

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