Economia

Europa aprova tecto para o petróleo russo

A União Europeia aprovou, sexta-feira, uma medida para estabelecer um preço máximo de 60 dólares por barril de petróleo russo, uma política elaborada elo G7 que tem como objectivo limitar as receitas da Rússia para minar o financiamento da guerra conta a Ucrânia.

03/12/2022  Última atualização 07H20
Negociadores europeus concordam com tecto de USD 60 por barril © Fotografia por: DR

Em Bruxelas, as negociações para se chegar a um acordo foram controversas e duraram mais de uma semana. Como o embargo do bloco à grande maioria das importações de petróleo russo entra em vigor a cinco a Dezembro, o preço definido vai ser aplicado a compradores da fora da região.

O limite deve gerar descontos no petróleo do país em comparação com alternativas de outras partes do mundo. O novo valor é um pouco menor do que pagam actualmente os grandes parceiros como a Índia e a China, mas não se aplica se os compradores receberem os carregamentos por intermédio de empresas de fora do bloco europeu.

No entanto, a medida dificilmente causará um rombo significativo nas receitas do petróleo da Rússsia, que são essenciais para manter activa a guerra na Ucrânia.

Além da política de tecto sobre o preço do barril, diplomatas de UE também concordaram em lançar uma nova vaga de sanções contra a Rússia neste fim-de-semana, direccionada à economia do país e personalidades relevantes para o Governo. A promessa foi fundamental para a aprovação do novo valor do petróleo, já que vários países apoiantes da Ucrânia, como a Polónia, não vêem a medida como algo que prejudicará a Rússia.

 Legisladores polacos também negociaram com sucesso uma revisão regular dos valores, de modo a garantir que esteja sempre alinhado com o mercado, com a primeira correcção marcada para 15 de Janeiro, com base nas cotações da Agência Internacional de Energia.

Sob o novo sistema, os compradores podem continuar a comprar petróleo á Rússia, desde que paguem menos do que o preço máximo acordado. O plano impõe e vigia o tecto dos preços sobre as empresas que contribuem para as vendas, como companhias de navegação, e seguros globais, que  estão geralmente sediadas na Europa.

Cabe à empresas marítimas europeias garantir que o petróleo transportado para fora do continente atende ás condições estabelecidas pelo bloco. Caso contrário, podem ser responsabilizadas por violar as sanções.

Ao reagir, quando o acordo era ainda um projecto, as autoridades russas disseram repetudas vezes que vão recusar vender petróleo sob o sistema de tecto, mas, cerca de 55 por cento dos petroleiros que transportam o crude para fora o território russo são gregas e as principais seguradoras registadas nos Reino Unido e na União Europeia.

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