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EUA vão enfrentar anos decisivos em confronto com a China

O secretário de Defesa dos EUA, Lloyd Austin, considerou, domingo, que o seu país está “numa situação crucial com a China” e necessita de poder militar para impor as regras globais no século XXI em oposição a Pequim.

05/12/2022  Última atualização 07H25
EUA vão enfrentar anos decisivos em confronto com a China © Fotografia por: DR

Austin, que falava no Fórum sobre Defesa, abordou o crescente poderio da China, e o seu significado para a posição que os Estados Unidos devem adoptar à escala internacional.

Na segunda-feira, divulgou um relatório anual de segurança sobre a China no qual adverte que Pequim deverá possuir 1.500 ogivas nucleares em 2035, sem ser óbvia a forma como a China pretende utilizá-las.

E na sexta-feira, Austin congratulou-se com a apresentação do novo bombardeiro estratégico furtivo B-21 Raider, como parte da resposta do Pentágono às crescentes preocupações sobre um futuro conflito com a China.

"A China é o único país que garante em simultâneo a vontade, e um crescente poder, para reformular a sua região e a ordem internacional para garantir as suas opções autoritárias", considerou Austin. "Deixem-me ser claro: não deixaremos que isso aconteça", declarou.

O Pentágono também está preocupado com a Rússia e mantém o compromisso de continuar a fornecer armamento à Ucrânia e evitar em simultâneo uma escalada que implique uma guerra dos EUA com Moscovo, assinalou no seu discurso no fórum que decorreu na Ronald Reagan Presidential Library.

"Não seremos arrastados para a guerra de Putin", disse Austin.

"Os próximos anos vão estabelecer os termos da nossa competição com a República Popular da China. Vão desenhar o futuro da segurança da Europa", prosseguiu. "E determinar se os nossos filhos e netos vão herdar um mundo aberto de regras e direitos, ou se vão enfrentar estimulados autocratas que pretendam dominar pela força e medo".

Austin frisou que, entre as duas ameaças de potências nucleares, a China permanece o maior risco.

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