Mundo

EUA bombardeiam posições do al-Shabab

O Exército norte-americano lançou, ontem, um novo ataque aéreo contra o grupo extremista al-Shabab na Somália, pela segunda vez esta semana, adiantando que aconteceu em apoio às forças militares parceiras dos Estados Unidos da América (EUA) naquele país africano.

25/07/2021  Última atualização 04H35
Grupo radical al-Shabab assume autoria de ataques na Somália © Fotografia por: DR
De acordo com o Pentágono, citado pela AP, a investida de ontem foi permitida através da autorização do Congresso para o uso de força militar.

Cindy King, porta-voz do Pentágono, disse que o ataque aéreo foi coordenado com o Governo somali e ocorreu na área de Galmudug, no Centro do país, nos arredores de Qeycad, acrescentando, que não serão divulgados mais detalhes por questões de segurança. O ataque anterior, ocorrido na terça-feira, foi o primeiro na Somália desde que o Presidente dos EUA, Joe Biden, assumiu o cargo em Janeiro.

Os EUA retiraram a maior parte das suas tropas da Somália nos últimos dias da Presidência de Donald Trump, transferindo-as para países vizinhos, onde aconselham e auxiliam, de forma remota, as forças somalis contra a al-Shabab, uma associada do grupo terrorista al-Qaeda.

Após tomar posse na Casa Branca no dia seguinte, Joe Biden limitou o uso de drones contra grupos 'jihadistas' fora dos 'teatros de guerra' onde os norte-americanos estão oficialmente envolvidos, revertendo uma política do seu antecessor, Donald Trump, que tinha dado carta branca aos militares em países como Somália ou Líbia.

Em Março, o porta-voz do Pentágono, John Kirby, tinha referido que qualquer ataque planeado contra grupos 'jihadistas' fora do Afeganistão, Síria e Iraque passava a ser submetido à Casa Branca antes de ser executado.

O ex-Presidente dos EUA, Donald Trump, tinha desde o início do seu mandato, em 2016, diminuído o controlo que o antecessor, Barack Obama, exercia sobre as operações armadas, defendendo que confiava nos seus generais. Desde então, os ataques com recurso a drones multiplicaram-se, passando de 11 bombardeamentos na Somália, em 2015, para 64 em 2019 e 54 em 2020, segundo a organização Airwars.

Pouco antes da sua saída do poder, Trump ordenou a retirada de cerca de 700 soldados das forças especiais que tinham sido destacados para a Somália com o objectivo de treinar e aconselhar o Exército daquele país.

Comentários

Seja o primeiro a comentar esta notícia!

Comente

Faça login para introduzir o seu comentário.

Login

Mundo