Economia

Estudo aponta à China rumos da cooperação

Um estudo encomendado pelo Governo de Macau aconselha a China a investir nos países lusófonos nas áreas das telecomunicações, transportes e energia, pelo potencial de crescimento populacional e desenvolvimento económico.

02/06/2019  Última atualização 06H59
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“Com o crescimento populacional e desenvolvimento económico dos países de língua portuguesa, existe um enorme potencial para as empresas chinesas em participar na infra-estrutura da indústria de telecomunicações nos países de língua portuguesa”, pode ler-se num relatório apresentado, encomendado à Associação Internacional de Construtores da China.
O documento, elaborado em conjunto com a Beijing SunRisk Information Technology, visa ajudar o Governo chinês e às autoridades da Região Autónoma de Macau a definirem “políticas de promoção da cooperação em investimentos nos países de língua portuguesa”, bem como “orientações para as empresas chinesas envolvidas em projectos relacionados com investimento, construção e operação de infra-estruturas”.
“Com mais de 40 por cento de participação no mercado brasileiro de equipamentos de telecomunicações, a companhia técnológica internacional Huawei, considerada representante da indústria de telecomunicações chinesa, ganhou vários grandes projectos de mais de mil milhões de dólares nos últimos anos”, assinala-se no documento.
Sustenta-se que a cooperação na construção de infra-estruturas entre a China e os países lusófono “deve centrar-se principalmente nas áreas de transporte e energia (electricidade)”, conclui o estudo, apresentado na inauguração do 10º Fórum de Investimento e Construção de Infra-estruturas (IIICF, na sigla em inglês) que terminou sexta-feira em Macau.
A edição deste ano do fórum contou com mais de dois mil empresários, académicos e políticos, mais de 50 dos quais eram governantes oriundos de 40 países e teritórios económicos, num evento cujo orçamento está estimado em 4,3 milhões de euros e que é promovido sob a orientação do Ministério do Comércio da República Popular da China e do Governo de Macau.
O IIICF inclui 36 fóruns paralelos, exposições, seminários de promoção de projectos e bolsas de contacto, entre outras actividades de negociação comercial, para operacionalizar a cooperação entre os países envolvidos na estratégia adoptada pelo Governo chinês denominada “Uma Faixa, Uma Rota”, que visa o desenvolvimento de infra-estruturas e investimentos em países europeus, asiáticos e africanos. Angola esteve representada pelo secretário de Estado da Economia, Sérgio Santos.

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