Sociedade

Estudantes universitários marcham contra a subida das propinas

O Movimento Estudantil Angolano (MEA) realiza, a 25 e 26 deste mês, marchas de protesto contra a subida dos preços das propinas nas instituições do ensino privados e público-privados.

22/09/2021  Última atualização 20H42
© Fotografia por: DR

Na província de Luanda, com mais de sete milhões de habitantes e o maior número de estudantes matriculados no país, a marcha deverá partir da zona do cemitério da Sant'ana até ao Ministério das Finanças.

O protesto visa alertar as autoridades sobre a fraca capacidade financeira dos alunos e encarregados de educação de suportarem a nova "tabela" aprovada pelo Executivo.

Na semana finda, as autoridades angolanas aprovaram uma instrução provisória para o ajustamento dos preços das propinas nas instituições de ensino privados e público-privados, no presente ano lectivo.

A medida, de acordo com o Decreto Executivo Conjunto dos ministérios das Finanças, da Educação e do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, abrange as instituições do ensino geral, primário, secundário e superior.

De acordo com o instrutivo publicado em Diário da República de 14 de Setembro, as instituições do ensino pré-escolar, primário e secundário estão autorizadas a ajustar as propinas, provisoriamente, em 15 por cento, em relação ao valor cobrado no ano lectivo anterior, enquanto no ensino superior o ajuste é de 25 por cento.

Segundo Hélder Muana África, membro do MEA, o salário mínimo nacional não corresponde com a realidade que o país enfrenta, razão pela qual não concordam com os ajustes anunciados pelo Executivo.

Em declarações à ANGOP, fundamentou que a subida das propinas, no actual contexto, poderá resultar na desistência de muitos alunos no presente ano lectivo.

"Muitos jovens testaram nas universidades públicas, mas sem êxitos, e vêm como tábua de salvação o ensino particular. Com esses aumentos, muitos desistirão", disse.

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