Economia

Estratégia Nacional Marítima prevê redução da actividade petrolífera

Hélder Jeremias

Jornalista

Os sectores das de transportes e armazenagem, pescas e derivados e turismo são apontados entre as principais valências da economia marítima com as projecções de crescimento mais expressivos até 2030, estimadas em 12,38 por cento, contra os 7,16 por cento alcançados até 2020, enquanto, no período homólogo, o sector do petróleo e gás espera decrescer de 24,6 por cento para 19,4.

28/07/2022  Última atualização 09H10
Ministro da Economia e Planeamento, Mário Caetano João, presidiu a abertura do evento © Fotografia por: DR

Os dados foram apresentados ontem pelo director nacional dos Instituto dos Assuntos do Mar, António Silva, durante a sua apresentação na II Conferência E & M sobre Economia Azul, realizada pela revista Economia & Mercado, sob o lema "Estratégia Nacional para o Mar”, em que foram abordados temas ligados à segurança, ecossistemas e diversificação económica.

De acordo com as estatísticas apresentadas por António Silva, o turismo representou apenas 3,8 por cento em 2020, devendo representar a fasquia de 4,32 por cento, mas é o sector de transportes e armazenamento que deverá conhecer o maior crescimento no período em referência , de 2,1 para 5,0 por cento, ao passo que o ramo das pescas e derivados deverá passar de 2,7 para 3, 6 por cento.

O responsável recordou que o Plano de Acção foi recentemente aprovado pela comissão económica do Conselho de Ministros e foi submetido a consulta pública, de forma que a sua implementação carece apenas de pequenos acertos a serem feitos pela comissão multissectorial, composta por 14 ministérios.

A administradora da Agência de Investimento e Promoção das Exportações (Aipex), Nádia dos Santos, informou que nos últimos 20 anos apenas foram investidos na actividade marinha foram orçados em apenas 503 milhões de dólares e que desde 1992 até a presente data foram canalizados Usd 10 milhões, com predominância na captura de pescado.

O ministro da Economia e Planeamento, Mário Caetano João, reiterou, no discurso de abertura, o engajamento do Executivo em trabalhar com os parceiros no sentido de permitir que os recursos e actividades marinhas se revertam no crescimento económico do país e consequente melhoria dos índices de desenvolvimento humano.

Mário Caetano João sublinhou que o novo paradigma de desenvolvimento emergente de economia azul tem um grande potencial para um crescimento em escala do Produto Interno Bruto (PIB) de Angola e que os mares são fontes de reservas económicas estimadas em cerca de  2,5 biliões de dólares por ano, o que lhe confere a condição de sétima maior economia, mas está sujeito a ameaças com repercussões a longo prazo.

O governo angolano, recordou, integrou no seu Plano de Desenvolvimento Nacional 2018/2022, essencialmente no eixo número II, dedicado ao Desenvolvimento Económico Sustentável diversificado e inclusivo, na política de sustentabilidade ambiental o programa de ordenamento do Espaço Marinho e saúde do ecossistema.

O evento sobre o mar ficou marcado pela apresentação dos painéis "Angola no Contexto Marítimo - Portuário Africano e Mundial, Oportunidades e Desafios”; Estratégia Nacional para o Mar,”; "Estratégia Nacional para o Mar - Segurança Marítima, Fomento da Economia Azul e Investimento Privado” e "O Papel do Cluster do Mar na Diversificação da Economia”.

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