Economia

Estratégia do Executivo alinhada à visão do FMI

O representante do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Angola, Max Alier, afirmou ontem, em Luanda, que as medidas constantes do Programa de Estabilização Macroeconómica (PEM) do Executivo angolano para melhorar a economia estão a surtir os efeitos desejados.

30/11/2018  Última atualização 05H23
Paulo Mulaza | Edições Novembro © Fotografia por: Max Alier o representante do FMI em Angola

O representante do FMI, que falava durante um encontro com analistas de mercado e gestores de empresas públicas e privadas, promovido pela Câmara de Comércio Americana, disse acreditar num crescimento da economia na ordem dos 2,5 por cento em 2019, e 3,5 por cento até 2021.
Em relação a inflação, Max Alier antevê uma percentagem abaixo dos 20 por cento até final do ano, em relação ao período homólogo. “Acreditamos que a inflação vai continuar a diminuir e a dívida pública vai aumentar se nos basearmos na dívida do Governo, da Sonangol e da TAAG”, disse.
Quanto a regularização do pagamento dos atrasados a empresas, o representante do FMI disse acreditar que serão regularizadas, uma vez que constam nos objectivos do Executivo angolano.
Para Max Alier, a Lei de Investimento Privado foi um passo na direcção certa para diversificação da economia, que deixa de depender das receitas petrolíferas. “O Governo não pode esperar arrecadar mais receitas e a implementação do Imposto sobre o Valor Acrescentado é uma boa medida económica”, acentuou.
O representante do FMI encara a informalidade como um sistema que deve ser  combatido pelo Estado, ressaltando que a formalização da economia é uma fonte de inúmeros benefícios para o crescimento da economia. 
O responsável manifestou-se satisfeito com as medidas do BNA, que substitui o câmbio fixo pelo flutuante, que tem ajudado a  manter a inflação em queda, com reflexos na estabilidade cambial. “O crédito mal parado é um dos males que prejudica as instituições bancárias e condiciona os apoios da banca aos projectos de investimentos em Angola”, indicou. Quanto a Lei de Concorrência, Max Alier considerou positiva a medida do Executivo em acabar com os monopólios que influenciavam o mercado com altos custos dos produtos sob seu domínio.

Americanos interessados
O presidente da Câmara de Comércio EUA-Angola, Pedro Godinho, considerou importante a assistência técnica do Fundo Monetário Internacional para dar credibilidade ao mercado angolano.
Na opinião de Pedro Godinho, reduziu  o cepticismo e a incredulidade dos empresários americanos em investir no mercado angolano, depois da visita do Presidente da República, João Lourenço, aos Estados Unidos da América.
O novo cenário de governação, prosseguiu, permitiu mobilizar maior número de intenções dos investidores  americanos para o mercado angolano. “A câmara tem como objectivo nos próximos tempos identificar as empresas americanas para os projectos existentes no sector público e privado”, disse.
O presidente da Câmara de Comércio EUA-Angola informou que os sectores petrolífero, energia, transportes, manufacturação de produtos, infra-estruturas e farmacêutica constituem as áreas de maior interesse.

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