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Estados Unidos da América: Festa do Dia da Independência manchada com tiros em Chicago

Um tiroteio num desfile do Dia da Independência dos Estados Unidos da América, assinalado segunda-feira, em Highland Park, subúrbio da cidade de Chicago, Illinois, provocou, pelo menos, seis mortos e 24 feridos, noticiou o jornal Chicago Tribune.

05/07/2022  Última atualização 09H04
Tiroteio provocou pânico entre a multidão que assistia ao desfile, incluindo crianças acompanhadas pelos familiares © Fotografia por: DR

O município de Highland Park informou na sua página no Facebook que a Polícia foi mobilizada para o local após um "incidente” no desfile do Dia da Independência, que é comemorado a 4 de Julho, e que o mesmo havia sido cancelado.

O jornal Chicago Tribune referiu que o governador de Illinois, o democrata Jay Robert "J. B.” Pritzker estava no local.

A mesma fonte apontou, inicialmente, para um balanço de nove feridos como resultado do tiroteio.

Segundo as autoridades, o autor dos disparos está em fuga, tendo a Polícia montado uma grande operação de "caça” ao suspeito.

Um repórter do jornal Chicago Sun-Times relatou ter identificado no local três corpos ensanguentados cobertos por mantas.

Também testemunhas citadas pela AP indicaram ter visto no local corpos ensanguentados cobertos.

O Sun-Times informou que o desfile começou por volta das 10h00 locais, mas que foi subitamente interrompido 10 minutos depois de serem ouvidos disparos. 

A Polícia dispersou civis das imediações do local do incidente.

Marcha por Walker

Centenas de pessoas manifestaram-se, no domingo, em Akron, Ohio, após a Polícia ter divulgado vídeos que confirmam que oito agentes atingiram 60 vezes um jovem afro-americano na cidade perto de Cleveland, no Norte dos Estados Unidos.

Após as autoridades terem apelado a que as manifestações decorressem de forma pacífica, uma marcha seguiu em direcção à sede da autarquia de Akron, com faixas pedindo "Justiça para Jayland”.

Jayland Walker foi morto a 17 de Junho, enquanto fugia da Polícia a pé, após agentes terem tentado parar o veículo que o jovem de 25 anos conduzia, a que se seguiu uma perseguição de carro.

As forças de segurança divulgaram, no domingo, vídeos dos agentes a dispararem contra Walker, imagens que o chefe de Polícia de Akron, Stephen Mylett, admitiu serem "chocantes” e "difíceis de assistir”.

Mylett revelou que, segundo o relatório do médico legista, o corpo do jovem afro-americano foi atingido por 60 balas. De acordo com a imprensa local, os polícias dispararam mais de 90 vezes.

Associações anti-racistas tinham apelado a manifestações, pelo quarto dia consecutivo, em Akron, uma cidade de 190 mil habitantes, conhecida por ser a terra natal da estrela de basquetebol LeBron James.

Para o presidente da organização americana de defesa dos direitos civis NAACP, Derrick Johnson, a morte de Walker foi "um assassínio”.

"Este homem negro foi morto (...) por uma possível infracção de trânsito. Isso não acontece com a população branca nos Estados Unidos”, acrescentou.

A marcha de domingo foi pacífica, excepto por um momento de tensão, em que os manifestantes se aproximaram de um cordão da Polícia e insultaram os agentes.

O autarca de Akron, Dan Horrigan, disse apoiar "totalmente o direito” dos habitantes a "expor as suas queixas em público”, acrescentando estar "com o coração partido” pela morte de Jayland Walker.

"Mas, espero que as pessoas concordem que violência e destruição não são a solução”, disse o autarca Horrigan, numa conferência de imprensa, durante a qual também anunciou a abertura de uma investigação independente.

Os oito polícias envolvidos na morte foram suspensos administrativamente até ao fim do inquérito judicial.

A autarquia já tinha decidido, na quinta-feira, cancelar um festival anual previsto para o fim-de-semana prolongado do feriado nacional americano, celebrado ontem, por considerar que "não era altura para festividades”.

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