Política

Estado privatizou 14 empresas desde 2019

Catorze (14) empresas foram privatizadas desde 2019, no quadro do Programa de Privatizações (PROPRIV) em curso no país, que permitiu ao Estado arrecadar 31 mil milhões de kwanzas.

25/08/2020  Última atualização 18H26
Dombele Bernardo | Edições Novembro © Fotografia por: Secretário de Estado apresentou balanço das privatizações

Segundo o secretário de Estado do Tesouro, Osvaldo João, que falava à imprensa no final da oitava reunião da Comissão Económica do Conselho de Ministros, as fábricas privatizadas situam-se, maioritariamente, na Zona Económica Especial (ZEE) Luanda-Bengo. Outros “activos privatizados”, disse, são dos sectores agro-pecuário e de frio (entrepostos frigoríficos e matadouros).

A privatização das 14 unidades vai possibilitar a criação de 150 postos de trabalho directos e 320 indirectos, de acordo com Osvaldo João. O secretário de Estado anunciou, igualmente, que até Dezembro o Estado vai privatizar os activos em outras 51 empresas, o que permitirá arrecadar um valor de 100 mil milhões de kwanzas.

Entre os activos a privatizar constam os da Sonangol, Endiama e TAAG, os bancos de Comércio e Indústria (BCI), Angolano de Investimentos (BAI), Económico e Caixa Geral de Angola (BCGA), bem como a empresa ENSA Seguros e a Bolsa da Dívida e Valores de Angola (Bodiva).

 Estão também incluídas as unidades agro-industriais Aldeia Nova e Biocom, as fábricas Textang II, Satec e África Têxtil, as cimenteiras Nova Cimangola e Secil do Lobito, as cervejeiras Cuca, Eka e Ngola e a construtora Mota Engil Angola.

Constam ainda da lista activos nas companhias de telecomunicações, designadamente na Unitel, MS Telcom, Net One, Multitel, Angola Telecom, TV Cabo Angola, Angola Cables, Empresa Nacional de Correios e Telégrafos de Angola (ENCTA), Angola Comunicações e Sistemas (ACS) e Em-presa de Listas Telefónicas de Angola (ELTA).

Outras empresas a privatizar são a Sonair (ramo aéreo da Sonangol), a Sociedade de Gestão de Aeroportos (SGA, que substitui a Enana) e a So-nangalp, uma distribuidora de combustíveis detida em 51 por cento pela petrolífera estatal angolana.

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