Desporto

Estádio 11 de Novembro está interditado pela CAF

Paulo Caculo

Jornalista

O Estádio Nacional 11 de Novembro, o maior do país, construído em 2010, por ocasião do CAN daquele ano, foi interditado pela Confederação Africana de Futebol (CAF), de receber jogos, soube terça-feira (26), o Jornal de Angola, junto do director do Gabinete de Comunicação e Marketing da Federação Angolana de Futebol (FAF), António Muaxilela.

27/10/2021  Última atualização 04H40
© Fotografia por: DR
A inspecção ao Estádio, orientada pela CAF e efectuada pela Federação, no dia 22 do corrente, ditou o encerramento da infra-estrutura, por não reunir as condições exigidas pela entidade reitora do futebol no continente. O levantamento da suspensão dependerá de nova inspecção.

A degradação acentuada do Estádio, com realce para o estado actual do relvado, as bancadas e os balneários de acesso ao público despertaram a atenção da CAF. 


Segundo António Muaxilela, aquele organismo autorizou a realização do jogo de hoje, entre o Petro de Luanda e o Desportivo da Lunda-Sul, encontro pontuável para a quarta jornada do Girabola, bem como o Angola-Egipto, agendado para o dia 12 de Novembro, válido para a quinta ronda da eliminatória de acesso ao Mundial do Qatar.

"Apesar do estádio estar interditado, a CAF autorizou a realização do jogo do Petro e da Selecção. Depois destes jogos, o estádio ficará fechado. As equipas de Luanda deverão utilizar para os seus jogos o Estádio dos Coqueiros e o 22 de Junho”, disse o responsável pela comunicação da Federação. A inspecção ao Estádio 11 de Novembro consistiu, na elaboração do laudo de segurança e verificação da aderência das situações a identificar in loco.


Após a fiscalização, a CAF exigiu à FAF que remetesse as fotos e os vídeos de todos os compartimentos do estádio, no âmbito de uma inspecção rigorosa. Foram igualmente inspeccionados o Estádio de Ombaka, em Benguela, e o da Tundavala, na Huíla, tendo "escapado" da vistoria o de Chiazi, em Cabinda. Ao contrário do 11 de Novembro, os outros dois estádios foram aprovados pela CAF.

Os quatro estádios custaram ao país 468 milhões de euros e, na altura, havia ficado expresso que a manutenção das infra-estruturas desportivas estaria a cargo da em-presa chinesa Shangai Urban Construction Group Corporation (SUCGC).

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