Sociedade

Estação Sísmica do Porto Kipiri continua inoperante

Edvaldo Lemos | Caxito

Jornalista

A Estação Sísmica do Porto Kipiri, província do Bengo, que tinha um raio de abrangência de até 200 quilómetros, encontra-se inoperante, desde Abril do ano passado, depois de ter sido completamente vandalizada por desconhecidos.

23/01/2022  Última atualização 09H57
Falta de estação impossibilita prever actividade sísmica © Fotografia por: DR
Construída em 2007 e modernizada em 2018, a instituição, afecta ao Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica (INAMET), recebeu, sexta-feira, a visita do secretário de Estado para as Telecomunicações e Tecnologias de Informação, Mário de Oliveira, para avaliar o estado dos equipamentos da referida estação.

"Os danos materiais são incomensuráveis para o país. Infelizmente, a estação está inoperante, mas por motivos alheios à nossa vontade”, disse, para avançar que, junto do Governo provincial, vai se trabalhar na perspectiva de melhorar e assegurar a recuperação do empreendimento.

O director-geral do INAMET, João Afonso, explicou que, com a paralisação da estação do Porto Kipiri, a região deixou de ter o monitoramento de uma eventual actividade sísmica, para alertar a população de eventuais casos que podem, por exemplo, afectar na agricultura ou causar problemas na aviação.

"Assim, fica difícil medir a direcção e calcular a velocidade dos ventos e a temperatura”, disse, para salientar que foi a partir da estação que se conseguiu registar a ocorrência de uma actividade sísmica, com magnitude de 3.3 na escala de Richter, ocorrida, em 2020, no município de Nambuangongo.

João Afonso anunciou que a província do Bengo, no quadro do Projecto de Modernização do INAMET, vai beneficiar da instalação de uma rede de estação sismológica.

Nesta altura, disse o director-geral, está a ser feito o levantamento das zonas onde serão colocados os equipamentos. "Mas, tudo aponta para a localidade do Sassa Povoação, no município do Dande”, avançou.

A nova estação sísmica vai possuir um Piranómetro, para medir a radiação global, sensor ultrassónico, para medir a direcção e calcular a velocidade dos ventos, pluviômetro, para medir a chuva, sensores de temperatura, humidade e pressão do ar, entre outros equipamentos essenciais.

A mesma terá um raio de acção de 30 quilómetros, para permitir que os dados recolhidos sejam mais fiáveis e transmitidos com alguma celeridade à estação central, em Luanda, e esta enviar para a estação mundial.



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