Economia

Esperada desaceleração da escalada dos preços

Victorino Joaquim

Jornalista

O Ministério da Economia e Planeamento prevê a desaceleração do crescimento dos preços dos produtos da cesta básica a partir dos meses de Novembro ou Dezembro, mercê da combinação da entrada de operação de projectos financiados pelo Prodesi e do mecanismo de intervenção suscitado pela Reserva Estratégica Alimentar, anunciou o secretário de Estado para Economia, Mário Caetano João.

24/07/2021  Última atualização 07H35
Especulação é atribuída ao fraco escoamento e ao processo de estabilização da taxa de câmbio © Fotografia por: António Soares | Edições Novembro ! Cabinda
"Acredito que a questão da especulação vai ser invertida entre Novembro e Dezembro deste ano. Realizamos várias reuniões a nível do nosso Ministério e estão em curso acções substanciais que vão mudar o quadro”, disse o responsável à imprensa, em Luanda, na quinta-feira, apontando a criação da Reserva Estratégica Alimentar como uma das acções que vai travar especulação.

Mário Caetano João, que fala por ocasião dos três anos de implementação do Programa de Apoio à Produção, Diversificações das Exportações e Substituição das Importações (Prodesi), assinalados quinta-feira, acrescentou que, com a Reserva Estratégia Alimentar, o mercado vai passar a ser abastecido de forma a solucionar a escassez.

O secretário de Estado atribuiu a escalada dos preços observada nos últimos tempos a uma contracção da oferta devida à seca e a dificuldades de escoamento, que impedem a chegada dos produtos ao grandes centros de consumo, além do processo de estabilização da taxa de câmbio, que tendia a elevar os preços em moeda nacional num país como Angola, onde cerca de 90 por centos dos produtos consumidos eram importados.

Balança comercial
O secretário de Estado para Economia informou que o volume de mercadorias exportadas pelo sector não extractivo, no primeiro semestre deste ano, registou um crescimento homólogo de 200 por cento, com o cimento a liderar as remessas para o exterior (em negócios avaliados em 11 milhões de dólares), seguido pelas embalagem de vidro e a cerveja.

Naquele período, as importações de bens essenciais foram constituídas em 50 por cento pela carne de frango, óleo de palma e arroz, apesar de o volume de aquisições deste último produto no estrangeiro tender a desacelerar.

Em 2020, prosseguiu, o país importou produtos da cesta básica no valor de 1,4 mil milhões de dólares, em que 302 milhões foram empregues na aquisição do arroz, 193 milhões na compra de óleo de palma e 174 milhões na carne de frango.

Os números registados na importação revelam diminuição do valor empregue, em resultado da implementação do Prodesi, que tem permitido um relativo aumento da produção. Nos anos anteriores, comparou o secretário de Estado, o país registava importações na ordem dos 2,8 e 2,7 mil milhões de dólares. 

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