Cultura

Espectáculos dramáticos recriam a colonização e conflitos nos lares

Manuel Albano

Jornalista

A história dolorosa da colonização dos africanos é o foco do espectáculo dramático “Fofartes”, a ser apresentado, hoje, às 19h00, no Elinga Teatro, na Baixa de Luanda, inserido na sétima edição do Circuito Internacional de Teatro (CIT), que decorre até Setembro deste ano.

03/08/2022  Última atualização 10H28
Actores do grupo “Fofartes” recriam no espaço cénico o passado doloroso da escravatura e colonização dos angolanos © Fotografia por: DR

Em declarações, ontem, ao Jornal de Angola, o director artístico do grupo, António Correia, disse que o espectáculo procura recriar o passado doloroso da escravatura e colonização dos angolanos, em particular, e africanos, no geral, pelo Ocidente.

Durante anos, explicou, o povo do território "Xiami”, nome fictício para recriar a peça, era uma sociedade tribal organizada, antes de ser dividida  devido ao processo de opressão ocorrido durante séculos imposto por um pirata que viaja do futuro para o presente.

A resistência imposta pelos nativos na defesa territorial de "Xiami”, provoca vários conflitos, desde o militar ao choque de culturas. A assinatura de um acordo foi uma das soluções encontradas para restabelecer a paz local.  A peça tem a duração de 40 minutos e é apresentada pelos actores Marizandra Fernandes e Daniel Paulo.

O grupo Fofartes foi fundado no dia 2 de Agosto de 2008, no Cazenga. Tem dez actores e um repertório com as peças "Amor Complicado”, "A Dor do Desejo”, "O que Precisavam Sonhar para Aprender” e "Tudo por um Beijo”.

 

Conflitos conjugais

Os problemas que muitos casais enfrentam para consolidar as relações conjugais, voltam a ser tema de debate do espectáculo de teatro "Quer Me Atrofiar”, do projecto Xabadá-Uiza, a ser exibido amanhã, no mesmo local e hora, também enquadrado na programação do CIT, que este ano, junta-se às comemorações do centenário de Agostinho Neto.

A peça conta a história de um casal jovem, que por motivos de satisfação pessoal, transforma a casa num palco de conflitos e desrespeito a opinião do parceiro. O espectáculo, de acordo com a sinopse, procura abordar as consequências psicológicas e físicas dos relacionamentos em decadência. A peça é uma adaptação do dramaturgo Nylon Princeso, do filme "A Prova de Bala”, com direcção artística de Nelson Cabanga.

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