Política

Especialistas consolidam avanços no sector dos Petróleos em África

Armando Estrela

O ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, informou que durante a realização da oitava edição do Congresso e Exposição de Petróleo Africano (CAPE VIII), organizado pela Associação de Países Africanos Produtores de Petróleo (APPO), serão anunciadas as realizações do sector nos últimos anos.

16/05/2022  Última atualização 10H20
Diamantino Azevedo falou sobre o CAPE VIII à margem do Indaba Mining que decorreu em Cape Town, África do Sul, de 9 a 12 de Maio © Fotografia por: Cedida

Diamantino Azevedo, que também é presidente da APPO, transmitiu que, du-rante o CAPE VIII, os participantes terão a oportunidade de tomar nota de alguns resultados importantes, "que preconizamos atingir durante o nosso mandato".

Para o nosso mandato, avançou, "traçamos algumas acções concretas e muito importantes para a Organização (APPO) e, durante o congresso, teremos, também, a oportunidade de realizar uma reunião dos ministros membros desta Organização".

O congresso, que inicia hoje, em Luanda, na presença do Presidente da República, João Lourenço, é promovido pela Associação de Países Africanos Produtores de Petróleo, pelo Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás (MIREMPET) e pela empresa AMTRADE, deve terminar na quinta-feira.

 O CAPE VIII tem como pano de fundo os "Desafios e Oportunidades na Indústria Africana de Energia, Petróleo e Gás" e congrega especialistas nacionais, regionais e internacionais da indústria de energia, petróleo e gás, para deliberarem sobre os desafios e oportunidades da transição energética e o futuro da indústria de petróleo e gás em África.

Organizado já há 18 anos, o CAPE VIII é reputado, actualmente, como o maior e mais influente evento de petróleo e gás em África, procurando proporcionar aos investidores oportunidades de terem informações e conhecimentos mais profundos sobre a direcção estratégica da indústria do pe- tróleo e gás no continente.

De igual modo, é uma conferência obrigatória e a única plataforma completa sobre política, negócios e interacção dos países membros da Associação de Países Africanos Produtores de Petróleo, que reúne decisores, profissionais e operadores do sector público e privado nos níveis nacional, regional e internacional, para discutir os desenvolvimentos actuais na indústria de energia, Petróleo e Gás de África.

Participam nesse fórum todos os ministros da Energia, Petróleo e Gás e altos funcionários das empresas nacionais de petróleo dos países membros da APPO, considerado como uma oportunidade para os delegados e participantes da conferência terem uma interacção directa na partilha de informações, em primeira mão, entre políticos e decisores sobre oportunidades de investimento na indústria nacional.

Segundo a agenda, no evento vão ser analisados diversos assuntos, entre os quais, o impacto da COP-26 e da transição energética no futuro da indústria de Petróleo e Gás em África, o desenvolvimento do conteúdo local africano, as actualizações dos sectores "upstream" e "downstream" e a agregação de valor através do conteúdo local. Assim, vão ser apreciadas, ainda, as parcerias bem-sucedidas no sector de petróleo e gás de África, com um olhar para as perspectivas dos NOCs em infra-estrutura transfronteiriça, o desenvolvimento do mercado petrolífero africano, as oportunidades de refinamento e processamento petroquímico e o financiamento do sector de Petróleo e Gás, olhando para o posicionamento da AEICORP.

Entre os principais oradores do CAPE VIII, estão o ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás de Angola, Diamantino Pedro de Azevedo, o secretário-geral da APPO, Omar Farouk Ibrahim, dignitários e delegados de alto nível dos países membros da APPO, além de pessoas reputadas de organizações regionais e instituições internacionais dentro e fora das indústrias da energia, petróleo e gás.

Angola acolhe este evento da indústria africana de pe-tróleo e gás pela primeira vez, desde a sua estreia há dezoito anos. A edição anterior foi or-ganizada em Abuja, Nigéria, em 2016 e atraiu 47 palestrantes de alto nível, dos cinco continentes, 470 participantes de 37 países, 55 expositores e 13 patrocinadores.

Recursos angolanos entre os desafios intergovernamentais

O ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, convidou os colegas africanos a se juntarem àquilo que considera ser a "jornada tecnológica", referindo-se aos desafios a enfrentar pelo Sector dos Petróleos.

As últimas actualizações legislativas feitas por Angola, as oportunidades emergentes e o desenvolvimento contínuo para os desafios regionais e as perspectivas de colaboração entre os países têm sido os destaques de encontros intergovernamentais que o ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, mantém com homólogos.

No encontro de quarta-feira, que decorreu em Cape Town (África do Sul), com os titulares da pasta dos Recursos Minerais do continente, à margem da conferência Indaba Mining, Diamantino Azevedo lembrou aos "colegas" que, no continente africano, os ministros dos Recursos Minerais carregam as esperanças e aspirações de uma melhor qualidade de vida para o povo, especialmente as comunidades afectadas pela mineração.

Por isso, disse, "como ministros, não ousamos e não podemos falhar com o nosso povo". Para o ministro angolano, "por muitos anos culpamos as forças externas pelos problemas africanos. Agora chegou a hora de os africanos assumirem a responsabilidade e de encontrarem soluções para os nossos problemas, já que o nosso povo nos confiou esses cargos ministeriais para se enfrentar os desafios de desenvolvimento económico".

Durante a apresentação, Diamantino Azevedo disse que a "riqueza mineral não é uma maldição, mas uma bênção", que "só é uma maldição se a administrarmos mal". Pelo facto, recomendou que os africanos sejam os "melhores administradores das riquezas minerais que a terra concedeu ao continente".



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