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Especialistas africanos falam sobre minerais

Estanislau Costa | Lubango

Jornalista

A avaliação do potencial de recursos minerais do Programa de Apoio Pan-Africano às Ciências Geológicas e Tecnológicas é o tema principal de um ciclo formativo, que decorre até amanhã, no hotel Serra da Chela, no Lubango, com a participação de dezenas de especialistas.

29/11/2022  Última atualização 11H31
Exploração de recursos minerais tem tido muita projecção e atraído técnicos internacionais © Fotografia por: Estanislau Costa | Edições Novembro | Huíla

A formação, ministrada por especialistas portugueses, reúne técnicos dos Serviços Geológicos Africanos, designado PanAfGeo-2, composta por técnicos de Angola, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau e Cabo Verde. Os participantes estão a ter aulas práticas nas minas do município da Chibia, onde exploram o potencial mineiro da Huíla, em fase terminal de prospecção, com realce para o granito, ouro, ferro e mercúrio.

O presidente do Conselho de Administração do Instituto Geológico de Angola (IGEO), Canga Xiaquivuila, enalteceu as potencialidades singulares da Huíla na promoção do desenvolvimento das actividades geo-científicas. 

"O potencial mineiro da região Sul do país, as diversas infra-estruturas de apoio instaladas e o pessoal qualificado, que movimenta a actividade mineira, figuram entre as condições essenciais à pesquisa científica, exploração e desenvolvimento geológico”, disse. 

As duas infra-estruturas de apoio à investigação e à actividade mineira da província, o Laboratório Técnico-Científico e o Centro de Valorização de Rochas Ornamentais, foram valorizadas por Canga Xiaquivuila por ajudarem a determinar, com alta precisão, as qualidades dos minérios, com base nos padrões do mercado internacional. 

"A Huíla pelas características geológicas de referência tem capacidade para realizar mais iniciativas de formação semelhantes”, disse, além de destacar o facto de a implantação do Plano Nacional de Geologia ter revolucionado a actividade mineira no país. 

O Instituto Geológico de Angola (IGEA), adiantou, vai continuar a manter a relação de colaboração com o PanAfgeo, através de formações regulares, inclusive as realizadas noutros países. 

A responsável pelo Laboratório Nacional de Energias e Geologia de Portugal, Maria João, um das convidadas do ciclo formativo, destacou a importância do cariz internacional do encontro, em especial pela participação da União Europeia e dos Serviços Geológicos Africanos. 

 

Laboratório regional 

O edifício do Laboratório Regional de Geologia e Minas, na povoação do Conjenge, no Lubango, é a principal referência no estudo geológico local, inclusive para técnicos espanhóis, portugueses e angolanos, provenientes das províncias da Huíla, Benguela, Namibe, Huambo e Cunene. 

Erguido de raiz num espaço de referência, o imóvel possui 62 unidades instaladas, para análises de minérios, com alta precisão e exactidão. 

O laboratório instalado numa área correspondente a 50 mil metros quadrados foi erguido no quadro do Plano Nacional de Geologia, com a parceria das instituições homólogas de Luanda e Lunda-Sul. 

Os padrões dos serviços laboratoriais é composto por quatro módulos, ligados à preparação física de amostras, análise química, identificação de minerais e rochas, garantia e controlo de qualidade. 

Actualmente, as acções de pesquisa geológica ao nível da província têm tido maior repercussão com o apoio de jovens formados pelo Instituto Superior Politécnico da Huíla (ISPH), adstrita à Universidade Mandume ya Ndemufayo (UMN).

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