Economia

Espanha eleita para liderar a XI Assembleia da IRENA

A X Assembleia Ministerial da Agência Internacional de Energias Renováveis (IRENA) decidiu, ontem, por unanimidade, eleger a Espanha para presidir à sua XI Assembleia, a ser realizada nos dias 16 e 17 de Janeiro de 2021, em Abu Dhabi.

13/01/2020  Última atualização 15H01
Dr © Fotografia por: Reunião de Abu Dhabi elegeu ontem a Espanha para presidir à XI Assembleia da IRENA

De acordo com uma declaração do Ministério da Transição Ecológica, a eleição é um reconhecimento “à liderança e compromisso do Governo espanhol por energias limpas, que foi consolidada com a criação de uma vice-presidência específica para a Transição Ecológica e o Desafio Demográfico.”
O director-geral da IRENA, Francesco La Camera, reconheceu a implicação e as políticas desenvolvidas pelo Executivo da Espanha para voltar a ser uma referência das energias renováveis ?a nível internacional, e a sua aposta num crescimento e prosperidade de baixas emissões de carbono.
Ao longo deste ano, o Governo presidido por Pedro Sánchez promete cooperar estreitamente com o Secretariado da IRENA para garantir a promoção de energias renováveis ?face às emergências climáticas, bem como para lançar projectos renováveis ??nas zonas rurais em várias partes do mundo, através de acordos de cooperação com outras agências das Nações Unidas. Dessa forma, a presidência espanhola da Assembleia da IRENA implicará oportunidades importantes para o sector das energias renováveis de Espanha.
No encontro, que encerrou ontem, Angola esteve representada por uma delegação composta pela directora nacional de Energias Renováveis, Sandra Cristóvão,director nacional do Gabinete de Intercâmbio, Pierre Kiala, e directora do Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa, Neusa Cumbe.
A X Assembleia da IRENA reuniu, de sábado a domingo, em Abu Dhabi, mais de 1.500 delegados de 160 países, do sector privado e da sociedade civil, para discutir questões para a transição energética global, bem como para traçar o caminho a seguir num contexto de implantação maciça de projectos de energias renováveis.
A Espanha, com o impulso da então secretária de Estado para as Mudanças Climáticas e actual detentora de Transição Ecológica, Teresa Ribera, foi um dos três países que criaram a IRENA, em 2009, juntamente com a Alemanha e a Dinamarca.
Com a nomeação da Espanha para a presidência da Assembleia, esta organização internacional reconhece o compromisso histórico do Governo de Espanha, a tradição do seu sector de energias renováveis e o compromisso de primeira ordem com a transição ecológica, concedendo-lhe a posição de vice-presidente do Governo.
Na abertura do evento, o director-geral da IRENA, o italiano Francesco La Camera, referiu que ainda há dez anos para cumprir o compromisso estabelecido na Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.
Francesco La Camera reconheceu o importante papel das energias renováveis no desenvolvimento das estratégias climáticas globais para a protecção ambiental, segurança energética, bem como para a melhoria de vida das populações que vivem em zonas isoladas.
“Temos energias renováveis à nossa disposição hoje para tornar o futuro mais previsível, mais próspero, mais inclusivo e mais seguro”, frisou. Francesco La Camera realçou ser agora necessário tomar as decisões correctas, para que os benefícios da implantação acelerada possam revelar-se em todo o mundo, permitindo entrar na próxima década com confiança em função dos apoios e engajamento activos dos Estados-membros.
As energias renováveis desempenham um papel central na consecução de vários objectivos das Nações Unidas, incluindo o acesso à energia (ODS 7), segurança climática (ODS 13), crescimento económico sustentável (ODS) e cidades sustentáveis (ODS 11).
Segundo um relatório da IRENA, as energias renováveis podem criar cerca de 40 milhões de empregos em 2050, num cenário de energia com segurança climática.
Os Estados-membros das Nações Unidas, bem como as organizações regionais intergovernamentais para integração económica, decidiram a 26 de Janeiro de 2009, numa Conferência Internacional sobre Energia, constituir a Agência Internacional de Energias Renováveis (IRENA) para promover a cooperação no domínio e desenvolvimento do uso das tecnologias das energias renováveis.

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