Opinião

Espaços de lazer

Vivo no Ramiros e escrevo esta minha modesta carta para falar sobre a construção ou existência de espaços de lazer para a juventude. Na minha circunscrição, não há espaços em que os jovens possam estar e passar os tempos livres e isto é uma preocupação. O que eu noto, na comunidade dos Ramiros, muitos jovens estão mais nos locais de venda e consumo de bebidas caseiras, quando não se encontram na pesca, zunga ou nos reduzidos campos agrícolas.

10/08/2019  Última atualização 11H27

Era bom haver também lugares para a prática de desporto, cultura física e biblioteca, entre outros locais para diversão saudável. Os jovens não têm lugares de lazer para poderem se divertir e nem sei até que ponto as administrações municipais, distritais e comunais têm as mesmas preocupações que os munícipes.
Falta quase tudo aqui na zona do Ramiros, desde os campos de futebol que não são suficientes a outras áreas de diversão. Não há jardim como o que existe noutras localidades. A administração deveria construir, pelo menos, lugares para repouso. Os habitantes não têm lugar de reencontro; ao fim-de-semana, os encontros são realizados nos quintais de amigos. Muitas vezes, devido à falta de sítios de lazer, os jovens não têm onde se distraírem, principalmente à noite, pelo que são obrigados a dormir cedo. O administrador do Ramiros deveria tomar algumas medidas para que seja ultrapassado o problema. A ocupação dos tempos livres, durante as férias, ajuda no seu crescimento intelectual, aumenta a auto-estima, dinamiza a cultura, permite descobrir novos valores e talentos em vários domínios. E, por fim, quem de direito deveria promover um programa de limpeza de locais para a prática de desporto, acções culturais, educativas, educação moral e cívica. No Ramiros, havia muitos espaços, infelizmente, tudo tem casas.
DOMINGOS ALBERTO | Ramiros


Contentores de lixo
Vivo num dos bairros da Caop, na Funda, e escrevo para o Jornal de Angola para falar sobre os contentores de lixo que as operadoras instalam em determinadas ruas e noutras não.
Não sei quais os critérios que levam as operadoras a instalar contentores, privilegiando algumas áreas em detrimento de outras. Acho que todas as áreas onde existam aglomerados populacionais deviam merecer a atenção das empresas que se dedicam à gestão e recolha do lixo.
Aqui, na Caop, há falta de contentores e essa realidade, ao lado de outras, está a afectar gravemente o ambiente. Os amontoados de lixo em determinadas zonas constituem motivo de grande preocupação para dezenas de moradores, embora uma grande parte pareça ficar indiferente ao convívio com grandes elevações de resíduos sólidos nas redondezas. Em certas áreas em que existem contentores, estes encontram-se distante, desencorajando muitos a deslocarem-se para depositarem o lixo.
Acho que as operadoras podiam encurtar essa distância com a colocação de contentores mais próximo ou em distâncias que não levem a um maior esforço por parte das populações. Os munícipes lamentam o facto de não haver contentores próximo, facto que tenho testemunhado, atendendo que, ultimamente, os resíduos têm sido atirados quase em todas as ruas. O lixo amontoado pelas ruas da zona e o capim nas obras abandonadas estão a criar muitos mosquitos. O paludismo está a arrasar os moradores.
ADÉRITO FELICIANO | Sambizanga

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