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Escolas continuam a registar fraca presença de estudantes

Carlos Paulino | Menongue

Jornalista

Estabelecimentos escolares do ensino primário ao segundo ciclo do ensino secundário, na cidade de Menongue, província do Cuando Cubango, continuam com poucos alunos nas salas de aula, três dias depois da abertura oficial do ano lectivo de 2022/2023.

08/09/2022  Última atualização 11H18
© Fotografia por: Edições Novembro
Numa ronda efectuada, ontem, pela equipa de reportagem do Jornal de Angola, constatou-se que, na maior parte das escolas, as aulas ainda não arrancaram devido à ausência de alunos, porque muitos encarregados de educação só levam ou mandam os seus educandos para estudar depois de uma semana ou mais dias.

A directora-geral do complexo escolar nº 24 CCM2 "Hoji-ya-Henda”, Amélia Glória, lamentou o facto de encarregados de educação continuarem em não mandar os filhos à escola, numa altura em que se regista presença massiva de professores com vontade de dar aulas.

 Segundo Amélia Glória, esta situação tem estado a criar muitos constrangimentos na execução do currículo escolar, tendo em conta que muitos professores não conseguem, até ao final do ano lectivo, cumprir com o programa de ensino. 

Informou que, para este ano lectivo, estão matriculados no complexo escolar nº 24, que conta com 24 salas de aula, 3.456 alunos do primeiro ao segundo ciclo do ensino secundário e que as aulas vão ser ministradas por 85 professores.  

Na escola do ensino primário e do primeiro ciclo "4 de Fevereiro”, bem no centro da cidade de Menongue regista-se, também, ausência acentuada de alunos, desde terça-feira. Em muitas sala de aulas verificamos apenas a presença de 10 a 15 discentes.

A sub-directora pedagógica da instituição, Maria de Fátima Chamba, disse que a situação é mais grave no período da tarde, porque, desde o primeiro dia do início do ano lectivo, nenhum aluno apareceu nas salas de aula, apenas professores.

Já na escola do ensino primário Gabriel Matias, localizada no bairro Saúde, arredores da cidade de Menongue, o cenário é um pouco diferente, uma vez que notamos presença razoável de alunos nas salas de aula.

 O director-geral da referida escola, Afonso dos Santos, informou que 60 por cento dos 628 alunos matriculados estão a comparecer com alguma frequência e apelou aos faltosos a seguirem o mesmo exemplo, pois com cinco faltas não justificadas o estudante reprova automaticamente.

 "Avisamos aos pais e encarregados de educação que o ano lectivo já arrancou e que devem mandar os seus educandos à escola, sob pena dos mesmos reprovarem por faltas”, disse, acrescentando que as primeiras aulas são fundamentais para o bom aproveitamento escolar de um aluno.

No presente ano lectivo estão matriculados na província do Cuando Cubango 158.258 alunos da iniciação ao segundo ciclo do ensino secundário, distribuídos em 1.754 salas de aula, de 172 escolas, onde leccionam 6.090 professores. 

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