Regiões

Escola do Ensino Especial no Huambo tem tudo pronto para o início das aulas

Estácio Camassete | Huambo

Jornalista

A Escola do Ensino Especial do Huambo tem todas as condições preparadas, para o arranque do ano lectivo 2022/23, garantiu, ontem, a directora da instituição.

03/09/2022  Última atualização 11H48
Direcção da escola defende a adaptação arquitectónica da instituição para acolher mais alunos com necessidades especiais © Fotografia por: Estácio Camassete ||Edições Novembro | Huambo
Mariana Vassole Alicerces disse que foram matriculados 565 alunos, dos quais 40 entram pela primeira vez. "Há muita procura de vagas, por parte dos alunos e encarregados de educação”, esclareceu.

A escola tem 42 professores e as aulas são leccionadas em dois períodos, nas áreas de deficiências visual, auditiva, intelectual e fala. O número de docentes, lamentou, ainda é insuficiente, "tendo em conta o número de alunos, que tende a aumentar”.

A instituição, contou, tem oito salas de aula, uma delas para o atendimento especializado de alunos com necessidades especiais. "Nos últimos anos, a escola passou a ter muitos alunos. A procura é maior, por ser a única instituição especializada na província. Por isso, é necessário aumentar  o número de salas e docentes”, justificou, além de explicar que o acesso ao Ensino Especial é gratuito e sem limitações de idade.

"Muitos alunos são matriculados na iniciação com dez ou mais anos. Nesta instituição é proibido negar matricular qualquer aluno que precise de ensino especial. As turmas enchem a cada ano”, disse. 

 

Adaptação

Para a directora da escola, é fundamental que seja feita uma adaptação da arquitectura da Escola Especial do Huambo, de forma a poder acolher os alunos com necessidades especiais, em especial os invisuais, com muitas barreiras em termos de movimentação.

Além do reduzido número de professores, outro problema da instituição  é a falta de material didáctico adaptado. "Um dos materiais essenciais aos portadores de deficiência visual são as máquinas de Braille. No momento a escola só tem cinco a funcionar. As outras 20 estão avariadas”, adiantou, acrescentando que estes aparelhos são decisivos no processo de ensino e aprendizagem. "Não é só as máquinas. Também precisamos de livros em Braille, para todas as classes”.

Os outros alunos, como os com deficiência auditiva, têm utilizado a linguagem gestual, mas numa versão adaptada para o país. "Alguns alunos têm problemas para  aprender, mas temos usado a repetição como forma de ensino. Outra forma de os ensinar são os exercícios práticos, porém é necessário que hajam meios de ensino suficientes”, contou.

Acrescentou que alguns meios têm sido fornecidos pela Fundação Lwini e o Instituto Nacional da Educação do Ensino Especial.

Comentários

Seja o primeiro a comentar esta notícia!

Comente

Faça login para introduzir o seu comentário.

Login

Regiões