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Escócia precisa de autorização de Londres para realizar referendo

A Suprema Corte de Justiça do Reino Unido decidiu quarta-feira, por unanimidade, que a Escócia não pode realizar um referendo sem que para isso tenha a autorização do governo britânico, liderado pelo Partido Conservador.

24/11/2022  Última atualização 08H30
© Fotografia por: DR

De acordo com declarações prestadas à imprensa pelo presidente da Corte Suprema britânica, Robert Reed, a decisão foi tomada pelos cinco juízes que compõem a Suprema Corte de Justiça do Reino Unido, tendo estes dado seis semanas para  que o partido Nacionalista Escocês e Partido Conservador, no poder no Reino Unido, recorram ou não da decisão.

Em Setembro deste ano, a Primeira Ministra escocesa, Nicola Sturgeon, anunciou a realização do segundo referendo, que deveria determinar a permanência ou não da Escócia no Reino Unido, uma relação que já dura há mais de 300 anos.

Na ocasião, Sturgeon argumentou que um novo referendo era necessário, uma vez que mais 60 por cento dos escoceses votaram contra a saída do Reino Unido da União Europeia.

Nas suas redes sociais, a política escocesa se mostrou desapontada, afirmando que "a democracia escocesa não será negada''. A decisão do tribunal bloqueia um caminho para que a voz da Escócia seja ouvida sobre a independência mas em uma democracia nossa voz não pode e não será silenciada”, finalizou.

Em 2014, a Escócia realizou o primeiro referendo para a saída do Reino Unido, com a maioria dos escoceses a votar contra a medida.

 

 A Escócia disse "Não” ao Brexit


Durante o referendo de 2016 em que os britânicos decidiram o seu futuro em relação à União Europeia, a Escócia, a par da Irlanda do Norte, foram as regiões do Reino Unido que votaram contra a saída do bloco europeu.

Com a maioria dos britânicos a decidir pela saída, com a vitória do "Sim”,  Sturgeon alertou  na ocasião, que o Reino Unido estava a sair do bloco europeu contra a vontade de uma maioria escocesa que votou a favor da permanência.

"A Escócia não votou pelo Brexit em nenhuma das suas formas e os deputados do SNP não votaram a favor do Brexit”, disse na altura.

Nos últimos anos, a relação entre Londres e Edimburgo tem sido tensa, não só devido a questões como o Brexit, mas também devido à instabilidade política que se abateu sobre a política inglesa este ano, com a resignação de dois Primeiro-Ministros em menos de dois meses.

A Primeira-Ministra escocesa é dos políticos britânicos que defende a resignação de Rishi Sunak, e a convocação de eleições gerais no Reino Unido.

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