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Escassez de chuvas prejudica 30 por cento da colheita

A falta de chuvas atrofiou 30 por cento da previsão de 98 toneladas de bens alimentares que estão a ser colhidos desde Fevereiro, referente à safra da primeira fase da campanha agrícola no município de Quipungo, na província da Huíla.

08/03/2022  Última atualização 10H20
© Fotografia por: DR

Nos mais de 60 mil hectares cultivados desde Novembro, casos do milho, feijão, soja e tubérculos, onde se previa que fossem colhidas 98 toneladas, até a segunda quinzena deste mês, serão aproveitadas 29,4 toneladas, já que grande parte da produção ficou atrofiada devido à seca

Com um número superior a 35 mil famílias camponesas inseridas na actividade produtiva, há um forte apelo por apoios em sementes de feijão, soja e de hortícolas, para aproveitar-se a segunda e terceira fases da campanha agrícola e possam ser minimizados os prejuízos, disse, ontem, o director municipal da Agricultura no Quipungo.

Domingos Mendonça afirmou à Angop que "a primeira época é para esquecer”, porque choveu pouco e a produção caiu, pelo que as autoridades adivinham um ano difícil.

Sublinhou que nos últimos dias tem chovido com regularidade, um cenário que está a ser festejado, porém não há sementes para lançar à terra, preocupação já presente às entidades da província.

Para a segunda e terceira época agrícola estão preparados 25 mil hectares em zonas baixas, cuja previsão, caso haja sementes, é colher em Junho próximo perto de 70 toneladas de bens.

Na campanha agrícola passada, o município teve a produção também afectada, não só pela seca, mas pela praga de gafanhotos, tendo a safra se fixado em 33 toneladas de cereais.

Escassez de chuvas prejudica 30 por cento da colheita

 


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