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Eritreia mobiliza as Forças Armadas

As autoridades da Eritreia declararam, no fim-de-se-mana, uma mobilização das suas Forças Armadas como resposta a novos combates no Norte da Etiópia, informaram os serviços diplomáticos britânicos e canadianos, citados pela AFP.

19/09/2022  Última atualização 09H30
Reforço de militares eritreus frustra as esperanças de paz © Fotografia por: DR

Os Governos canadiano e britânico advertiram, na sexta-feira, os seus cidadãos na Eritreia para limitarem as viagens na sequência do apelo à mobilização militar.

"As autoridades locais lançaram um apelo geral à mobilização das Forças Armadas em resposta ao conflito no Norte da Etiópia”, disse o Governo canadiano, admitindo que "podem ser impostas, a curto prazo, medidas de segurança adicionais em todo o país”.

O Governo do Reino Unido revelou que o anúncio da Eritreia revela que deve existir "uma vigilância acrescida neste momento”.

O reinício dos combates em Tigray, no mês de Agosto, pôs fim a uma trégua acordada em Março e frustrou as esperanças de uma resolução pacífica para uma guerra de quase dois anos entre as autoridades etíopes e a Frente de Libertação do Povo de Tigray (TPLF). As autoridades de Tigray têm, desde essa altura, manifestado vontade de participar em conversações lideradas pela União Africana (UA), mas o Governo etíope não respondeu publicamente a esta disponibilidade, dizendo apenas que continua "empenhado” no processo de paz liderado pela UA.

Ambos os lados do conflito acusam-se mutuamente quanto ao início dos combates, os quais se estenderam do Sul de Tigray para outras frentes a Norte e Oeste, enquanto atraíam tropas eritreias que tinham apoiado as forças etíopes durante a primeira fase da guerra. A Eritreia, por seu turno, não se pronunciou sobre esta informação. Desde que os últimos confrontos eclodiram, o Tigray foi bombardeado várias vezes, tendo um funcionário do hospital central de Ayder, o maior da região, dito que 16 pessoas tinham morrido em ataques aéreos, informações que a agência AFP não conseguiu confirmar. O conflito, marcado por abusos contra civis de ambos os lados, provocou a deslocação de mais de dois milhões de pessoas.  

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