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Eritreia condena sanções “ilegais e imorais” dos EUA

O Ministério da Informação da Eritreia condenou hoje as sanções impostas pelos Estados Unidos considerando-as “ilegais e imorais”, depois de Washington ter aumentado a pressão sobre os atores do conflito em Tigray.

13/11/2021  Última atualização 13H49
© Fotografia por: DR

"Estas sanções unilaterais que culpam a Eritreia e fazem dela um bode expiatório com base em alegações falaciosas, violam do direito internacional e constituem uma violação flagrante (…) da soberania”, afirmou o Ministério da Informação num comunicado citado pela AFP.

Os Estados Unidos da América (EUA) impuseram esta sexta-feira sanções contra o partido governante da Eritreia e o exército eritreu, acusando-os de ameaçar a integridade da Etiópia ao alimentar o conflito mortal no norte do país.

"Condenamos o papel contínuo dos atores eritreus em contribuir para a violência no norte da Etiópia, que ameaça a estabilidade e integridade da Etiópia e está a causar uma catástrofe humanitária”, disse, em comunicado, o principal responsável das sanções do Tesouro norte-americano, Andrea Gacki.

No mesmo dia, o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, advertiu que a Etiópia corre o risco de "implosão”, o que conduziria a uma agitação devastadora na região, se o governo e os rebeldes não realizarem conversações.

A falta de acordo entre as partes "conduziria à implosão da Etiópia e teria consequências para outros países da região, e seria igualmente desastroso para o povo etíope e para os países da região”, afirmou.

"A outra opção é parar todas as acções militares em curso, sentar-se à mesa e negociar um verdadeiro cessar-fogo para permitir o acesso humanitário a todas as áreas onde as pessoas precisem”, adiantou Blinken.

O secretário de Estado norte-americano, que visitará o país vizinho da Etiópia, Quénia, na próxima semana, reiterou também o seu apoio aos esforços de paz do enviado da União Africana (UA) para a região, Olusegun Obasanjo.

O governo federal da Etiópia, liderado pelo vencedor do Prémio Nobel da Paz de 2019, Abiy Ahmed, está em guerra há um ano contra a Frente de Libertação do Povo do Tigray (TPLF, na sigla em inglês) no norte do país.

 

 

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