Sociedade

ERCA reconhece dificuldades no exercício da actividade jornalística

Nicolau Vasco|Menongue

Jornalista

A falta de equipamento tecnológico e de transporte, entre outros meios, nos distintos órgãos públicos de Comunicação Social, no Cuando Cubango, tem estado a condicionar o bom exercício das funções dos fazedores de imprensa, revelou, nesta quarta-feira, na cidade de Menongue, o conselheiro da Entidade Reguladora de Comunicação Social (ERCA).

17/06/2022  Última atualização 07H00
Jorge Tchiamba pede maior equilíbrio aos jornalistas © Fotografia por: Nicolau Vasco/Edições Novembro

Jorge Tchiamba falava no final de uma visita de constatação às direcções provinciais da Edições Novembro, Agência Angola Press (Angop), Rádio Nacional de Angola (RNA) e Televisão Pública de Angola (TPA), para aferir as condições de trabalho e o grau de funcionamento, desde os meios técnicos e humanos, face aos desafios mediáticos eleitorais do corrente ano. 

Disse que os órgãos da Comunicação Social locais, neste pleito eleitoral estão em condições de fazer o razoável, por causa do grau de dificuldades relacionadas com a falta de viaturas, computadores, equipamentos de transmissão via satélite, Internet, rádios gravadores, entre outros equipamentos técnicos e profissionais.

Sublinhou que estas dificuldades, associadas à complexidade territorial do Cuando Cubango, considerada a segunda maior província do país, com aproximadamente 200 quilómetros quadrados, vias de comunicação precárias e destinos bastante longínquos, podem impossibilitar aos profissionais exercerem a actividade com melhor independência.     

Realçou que os profissionais da Comunicação Social do Cuando Cubango no seu geral trabalham em condições precárias, muitos deles sem condições laborais apropriadas, sobretudo pela falta de infra-estruturas condignas e equipamentos que possibilitam o exercício da actividade jornalística.

O conselheiro da ERCA disse que, em Menongue, daquilo que viu, apesar da TPA e RNA serem os únicos que laboram em instalações apropriadas, porque as outras empresas funcionam em instalações arrendadas e adaptadas, os órgãos trabalham sem condições favoráveis para o exercício da actividade profissional. 

Jorge Tchiamba referiu que a nível do colectivo dos fazedores do jornalismo dos referidos órgãos, apesar das dificuldades, há muita vontade de se trabalhar na profissão, à semelhança da TPA que começou a receber alguns equipamentos tecnológicos. "Mas, temos informações de que se perspectiva o mesmo para os demais órgãos, de forma a corresponder, positivamente, aos desafios dos momentos actuais.

Assim sendo, a delegação tomou boa nota e prometeu levar ao Conselho as preocupações ora levantadas pelos distintos órgãos para que sejam analisadas e solucionadas a nível ministerial, uma vez que a falta destes meios condiciona o princípio do pluralismo, ética e deontologia profissionais.

Ontem, a Entidade Reguladora da Comunicação Social Angolana promoveu, no âmbito das suas atribuições de regulação e supervisão, uma palestra subordinada ao tema "Liberdade à Luz do Novo Código Penal”, que foi dirigida aos jornalistas e estudantes de Comunicação Social da província do Cuando Cubango.

 

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