Economia

Equipamentos para a construção da refinaria chegam a Cabinda

Bernardo Capita | Cabinda

Jornalista

Os equipamentos que vão permitir o início de produção da primeira fase da Refinaria de Cabinda começaram a chegar este domingo à província, vindos dos Estados Unidos da América, via Ponta Negra, República do Congo.

20/06/2022  Última atualização 08H43
Momento da chegada de um dos camiões com equipamento © Fotografia por: António Soares | Edições Novembro | Cabinda

Do leque de equipamentos, ressalta-se a coluna ou torre de destilação, conjunto de "CDU” composto por fornalhas, trocadores de calores, "dissolter” (equipamento usado para processamento e lavagem de petróleo) bombas, separadores, incluindo as conexões para toda a unidade de processamento.

Os equipamentos em causa foram fabricados em Houston- Estados Unidos da América e antes de serem transportados para Cabinda (Angola), foram submetidos, no passado mês de Maio, a um teste de aceitação, para aferir a sua operacionalidade. A cerimónia foi assistida por altos responsáveis do sector dos Petróleos de Angola, encabeçada pelo titular da pasta dos Recursos Minerais, Petróleos e Gás, Diamantino Azevedo.

Faustino Conde Pongue, membro da Comissão Executiva da Sonangol Refinação e Petroquímica (SONAREF), que integrou a equipa multissectorial, composta pelo Governo da Província de Cabinda, Polícia Nacional, representantes da empresa construtora do projecto e órgãos locais de comunicação social, que acompanham todo o processo de transportação dos equipamentos a partir da fronteira do Massabi (90 quilómetros a norte de Cabinda), até às instalações da futura refinaria, informou que os meios em causa, são montados dentro de duas semanas e que o resto do material complementar do projecto deverá chegar, em princípio, em Agosto, altura em que se irá completar todo o trabalho da primeira fase para se dar o início da produção.

O responsável recordou que, na primeira fase, se vai processar cerca de trinta mil barris de petróleo por dia, quantidades que irão aumentar para sessenta mil barris por dia, com a conclusão da segunda fase do projecto cuja data não avançou.

Faustino Conde Pongue destacou que o projecto "é um facto” e representa uma mais-valia e, sobretudo, para a juventude que vai encontrar naquele espaço a oportunidade de emprego.

"Os residentes de Cabinda terão emprego garantido na ordem de sessenta por cento” disse, acrescentando que o projecto na sua globalidade irá criar dois mil postos de trabalho, dos quais mil e seiscentos indirectos e quatrocentos directos”.

O vice-governador para o sector Técnico e Infra-Estruturas, Guilherme Pereira, disse que a chegada dos equipamentos representa uma "lufada de ar fresco”, porquanto, vem confirmar a essência do projecto, que vai resolver o crónico problema da escassez de combustível que ocorre quase que constantemente na região e criar muitos postos de emprego quer nesta fase de construção da refinaria quer quando entrar em pleno funcionamento. 

Guilherme Pereira afirmou não ter sido fácil colocar os equipamentos até à cidade de Cabinda, dada à sua complexidade e sensibilidade da tecnologia que dispõe, o que obrigou que a transportação dos mesmos, da fronteira de Massabi até às instalações da refinaria fosse feita com muita prudência e longas horas de percurso.  

Segundo apurou Jornal de Angola, a Refinaria de Cabinda foi projectada numa perspectiva modular com tecnologia de alto padrão e vai dispor de três tanques de crude de 110 mil metros cúbicos, além de outros reservatórios de nível intermédio na perspectiva de permitir que o processo de refinação seja mais resiliente

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