Economia

Equipamento para expansão da Refinaria de Luanda já instalado

O equipamento para a expansão e modernização da Refinaria de Luanda, construído fora de Angola, já está instalado, decorrendo trabalhos de metalomecânica que dão lugar à previsão da unidade iniciar a trajectória de quadruplicação da produção de gasolina a partir do segundo trimestre de 2022.

14/11/2021  Última atualização 08H12
Equipamentos da Refinaria de Luanda estão implantados no local de produção © Fotografia por: DR
"Prevemos que, no segundo trimestre do próximo ano, podemos usufruir dos resultados” da reabilitação e modernização da Refinaria de Luanda, afirmou o administrador executivo da Sonangol Joaquim Fernandes ao "Ngol”, um programa radiofónico emitido pela companhia no Canal A da Rádio Nacional de Angola (RNA).

Ao mesmo tempo, anunciou Joaquim Fernandes, está a decorrer uma benfeitoria na refinaria, com a instalação de uma unidade de "platforming”, que vai elevar a produção de mais gasolina para o mercado nacional.

O administrador insistiu em que a nova infra-estrutura vai dotar a fábrica de uma capacidade de produção de gasolina muito superior à actual. "Vamos quadruplicar a produção de gasolina da Refinaria de Luanda, colocando no mercado nacional maior quantidade do produto” disse o responsável, assegurando que os trabalhos decorrem a bom ritmo.


Os números dizem que a produção da gasolina na Refinaria de Luanda aumenta, no quadro desse projecto, de 380 toneladas para 1200 toneladas por dia, com as obras a serem executadas pela italiana ENI e a Sonangol.

Em termos anuais, a Refinaria de Luanda terá uma capacidade de produção de gasolina de 450 mil toneladas por ano, contra as actuais 72 mil toneladas, após a conclusão da empreitada.

Com uma produção de 1,2 milhões de barris de petróleo por dia, Angola possui apenas uma refinaria e importa 80 por cento do combustível que consome, estando em curso a construção de novas refinarias em Cabinda, Soyo e Lobito, bem como a modernização e optimização da Refinaria de Luanda para reverter esse quadro.


Menos importações
   
Em 2019, o país desembolsou 1,7 mil milhões de dólares para importar três milhões de toneladas métricas de combustíveis, uma situação que o programa da companhia na RNA declarou, na quinta-feira, "ter o tempo contado”.
A Refinaria de Cabinda terá capacidade de conversão de 60 mil barris de petróleo por dia e a do Soyo (Zaire) foi projectada para uma capacidade de processamento de 100 mil barris por dia.

A Refinaria do Lobito, considerada de alta conversão, terá uma capacidade prevista de 200 mil barris por dia e vai ocupar uma área de aproximadamente 150 hectares. Nesse espaço, aguarda-se pela produção de gasolina sem chumbo, gasóleo, Jet (combustível para aviação), petróleo iluminante, enxofre e coque.

Depois da abertura das propostas para o contrato de investimento na Refinaria do Lobito, a Sonangol  anunciou, em Outubro, ter habilitado cinco propostas: três de consórcios (um dos quais envolvendo a angolana Omatapalo e outros fortemente dominados por companhias chinesas) e duas de empresas.

A Refinaria de Cabinda está a ser construída com investimentos da multinacional Gemcorp, com a conclusão das obras igualmente previstas para 2022, depois de terem atingido o que fontes da Sonangol consideram a "velocidade cruzeiro”.
 
Em Março último, o consórcio Quantem foi anunciado como vencedor do concurso internacional de investimento privado na refinaria do Soyo. O consórcio vencedor é integrado por três empresas norte-americanas,  designadamente Quarten LLC, TGT INC, Aurum & Sharp LLC, e a angolana  ATIS-Nebest-Angola.



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