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EPAL leva água potável a milhares de residências em Luanda

Cerca de 1500 famílias e diversos aglomerados populacionais beneficiaram de abas- tecimento de água potável esta semana, depois de concluída a reparação de várias adutoras e condutas, no âmbito do plano de contingência da Empresa Pública de Águas (EPAL), para conter os riscos de contágio à Covid-19.

16/04/2020  Última atualização 09H15
DR © Fotografia por: Construção de chafarizes faz parte de um projecto que visa facilitar a vida da população

A operação, que decorre com o apoio de parceiros sociais da empresa de água, permitiu ligar à rede de distribuição da EPAL um total de 193 bairros.  Os moradores do condomínio BPC, localizado no distrito da Camama, ficaram privados do abastecimento de água durante 20 dias, devido a uma avaria registada numa das válvulas da conduta que transporta o precioso líquido para as zonas E, F e G. 

Quem também respira de alívio são os moradores da rua 51, na Urbanização Nova Vida, município de Kilamba Kiaxi, que constavam da lista das 1.149 reclamações de clientes privados de água. O Administrador Executivo da EPAL para a área de Rede e Distribuição, Ângelo Filipe, explicou que o trabalho realizado permitiu ainda repor o abastecimento em diversos pontos do município do Cazenga, no Complexo da Sonangol. Disse que foi possível efectuar ligação de água a quatro chafarizes construídos no bairro Maiombe, no município de Cacuaco, bem como em algumas moradias na localidade do Panguila.
Neste momento, 77 bairros da província de Luanda beneficiam do abastecimento normal, o que corresponde a oito horas por dia, enquanto 116 outros tiveram o fornecimento durante seis horas.
De acordo com o responsável, o abastecimento de água nestas zonas varia entre cinco a três dias por semana, mas lamentou o facto de existirem 260 bairros com abastecimento precário ou quase nulo.  “Significa que estes últimos podem ou não receber água uma vez por semana. Infelizmente é uma distribuição aleatória”, justificou.
O gabinete de comunicação e marketing da EPAL informa que, de 30 de Março a 11 de Abril, foram registados 1.149 reclamações de falta de água e lembrou que no mesmo período foram reparadas 131 avarias.  “Continuamos a receber muitas reclamações, mas notamos que, infelizmente, são as mesmas de sempre e, prontamente, as equipas da EPAL, reforçadas com técnicos da Odebrechet, têm tomado conta da situação”, disse.

Bairro Maiombe

Antes da implementação do plano de contingência para prevenir e combater a Covid-19, Cândida Dombele, moradora no bairro Maiombe, município de Cacuaco, percorria entre dois a três quilómetros para acarretar água para casa.
A também zungueira, mãe de seis filhos, integra o grupo de cinco mil pessoas que passam agora a beneficiar de água da EPAL, com a conclusão da ligação da conduta aos quatro chafarizes construídos no bairro. “Corríamos muitos riscos por causa da água. É um grande alívio para nós e nossas famílias”, disse Cândida Dombele, lamentando que nem sempre a água comprada nas cisternas era limpa.
O administrador municipal adjunto de Cacuaco para a Área Política, Social e das Comunidades, Gabriel Bunga, disse que a construção dos chafarizes faz parte de um projecto da administração local, que visa facilitar a vida da população.
Gabriel Bunga reconheceu o sacrifício e as longas distâncias que os moradores do bairro Maiombe enfrentavam para ter acesso a água potável. Anunciou, para breve, a construção de outros 10 chafarizes para reforçar o abastecimento de água nos bairros Maiombe A e B.
“Pensamos que estão lançadas as bases e vamos prosseguir com a construção de outros chafarizes nos próximos meses”, afirmou.

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