Sociedade

EPAL desactiva 136 ligações clandestinas

Edna Mussalo

Jornalista

Pelo menos 136 ligações clandestinas em bairros de Luanda foram desactivadas, entre quinta-feira e ontem, pela Empresa Pública de Águas (EPAL), revelou o porta-voz da instituição, Vladimir Bernardo.

17/07/2021  Última atualização 08H00
EPAL pede maior colaboração na denúncia de garimpeiros © Fotografia por: Maria Augusta|Edições Novembro
O porta-voz da EPAL, que falava no termo de uma campanha de desactivação de mais de 30 ligações clandestinas nas imediações do rio Cambamba, entre o Talatona e a Rotunda da Fubú. Vladimir Bernardo realçou que a campanha faz parte do Plano de Combate ao Garimpo de Água, iniciativa levada a cabo,em parceria com a Polícia Nacional e Administrações Municipais, desde Outubro do ano findo, no sentido de se melhorar a distribuição do produto à capital do país.

Quanto às mais de 30 desactivações de ontem, disse que a acção dos garimpeiros afectavam duas condutas, que levam a água para o Centro de Distribuição de Talatona e Benfica 1, o que impedia o normal abastecimento .
O porta-voz referiu serem ligações feitas pela calada da noite e alimentam tanques de grande dimensão, onde é praticada a venda ilegal de água em camiões cisterna, prejudicando, deste modo, o sistema de fornecimento da EPAL e do consumidor.

Vladimir Bernardo lamentou o facto de não serem identificados os responsáveis pela gestão dos referidos tanques, mas acredita tratarem-se de moradores dos arredores da conduta. Estes indivíduos, avançou, possuem tanques e clientes idos de vários pontos de Luanda.
"Reconhecemos a existência de outras zonas cinzentas, onde não há o normal fornecimento de água, o que, de alguma forma, alimenta esse tipo de négocio”, denunciou o porta-voz.

Vladimir Bernardo realçou que a EPAL, hoje, tem mais força de agir, em função dos mecanismos legais de combate ao garimpo de água.
Segundo o responsável, está em vigor a matéria jurídico-legal do Código Penal, aplicada a esse tipo de prevaricadores, o que considera um caminho andado para pôr cobro ao garimpo de água. "É um trabalho integrado entre a empresa, a Polícia e aos órgãos judiciais, para se prender esses garimpeiros”.

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