Opinião

Entre prevenir e remediar

O facto de as forças de Defesa e Segurança estarem desdobradas em várias artérias terá levado algumas sensibilidades a desenvolverem reacções variadas, algumas inclusive exageradas.

13/09/2022  Última atualização 06H55

Para alguns, terá alegadamente havido exagero na forma como as forças de Defesa e Segurança se movimentam, nos últimos dias, embora outras vozes, mais sensatas e responsáveis, encaram com naturalidade o que os membros da classe castrense realizam, por força das suas atribuições e funções.

Afinal, temos memórias frescas sobre os acontecimentos que sucederam, quase que inesperadamente em algumas cidades do país e em particular aqui em Luanda, nomeadamente o que sucedeu em Janeiro nas imediações do Benfica e muito recentemente com os motoqueiros em várias ruas da cidade capital.

Não há dúvidas de que se tivesse havido desdobramento de meios e homens, nos contextos descritos acima, provavelmente muito do que se passou, com destruição de bens públicos, teria sido evitado.

Não podemos negar que os últimos dias do período eleitoral e subsequentes foram acompanhados de alguma tensão que, salvo por distracção e inconsciência, não se pode minimizar o impacto e eventuais efeitos junto da psicologia social, sobretudo quando maldosamente aproveitada para fins políticos.

Apenas quem minimiza o potencial para a desordem, arruaças e tumultos, acompanhados de intervenção policial, é que encara o desdobramento das forças de Defesa e Segurança com a leitura errada e desajustada de supostos excessos.

É sempre mais fácil olhar para a movimentação de agentes da Polícia Nacional como supostamente excessiva, mas difícil avaliar, muitas vezes propositadamente,  os imponderáveis em matéria de manutenção da ordem, tranquilidade e segurança públicas.

Muito do que se está a prevenir, controlar e assegurar, com o desdobramento das forças de Defesa e Segurança, aparentemente difícil de quantificar, não se pode minimizar com discussões e análises desprovidas de realismo, considerando como suposto excesso.

Quando ainda nos questionávamos onde estava a Polícia Nacional quando os motoqueiros, no calor da campanha, incendiavam carros na Ilha de Luanda e interditavam algumas vias, não podemos, hoje, levantar as mesmas interrogações sobre a presença notável dos agentes nas ruas.

Não nos podemos contradizer, alegando excessos com a presença dos membros da classe castrense nas ruas, para depois perguntar onde estavam em caso de alguma demonstração ou  manifestação que se revele danosa para a ordem pública.

O importante é que a vida segue o curso normal, os direitos,  liberdades e as garantias fundamentais dos cidadãos não estão "beliscados" e que presença na rua de polícias e soldados seja entendida com normalidade e naturalidade.

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