Cultura

Enigma Teatro encerra festival em Moçambique

Manuel Albano

Jornalista

Lesliana Pereira e Jaime Joaquim dão vida ao espectáculo dramático “Casados e Cansados” que é exibido no domingo, às 19h00, no Teatro Scala, enquadrado no Festival Internacional Teatro de Inverno (FITI), que decorre nas cidades de Maputo e Beira, em Moçambique.

08/06/2022  Última atualização 18H20
Actores angolanos garante dignificar às artes cénicas no país durante a participação no festival © Fotografia por: DR

O grupo Enigma Teatro, um dos representantes angolanos, desembarca na capital moçambicana na quinta-feira e foi escolhido pela organização para encerrar a 18ª edição do FITI, que este ano está a ser realizado de 27 de Maio a 12 do corrente mês. Depois da primeira participação do Enigma no festival, com a peça "A Grande Questão”,  na 15ª edição, e de forma online na 17ª edição, desta vez, o grupo regressa à capital moçambicana para exibir uma peça sobre a vida de um casal que procura sempre a experiência dos mais velhos para resolver os problemas no casamento. Apesar de ser uma história simples, sem um contexto social e cultural concreto, "Casados e Cansados”, com a duração de 50 minutos.

Em declarações, esta segunda-feira, ao Jornal de Angola, o director artístico do grupo, Tony Frampênio, disse que durante 15 dias esteve a fazer uma preparação específica de texto e técnicas de actuação com os actores Jaime Joaquim e Lesliana Pereira.

Embora  reconheça existir uma rápida adaptação dos protagonistas à peça, explicou ter incluído durante os ensaios vídeos de espectáculos anteriores, por forma a facilitar a adaptação dos mesmos. "São actores bastantes experientes e que já têm uma rotina e uma carreira consolidada, o que facilitou na montagem da peça”.

Jaime Joaquim e Lesliana Pereira, que participam na novela angolana "O Rio”, disse o encenador, tiveram de ser readaptados para a encenação teatral, o que levou mais tempo de enquadramento. "Felizmente os ensaios correram bem e estamos todos motivados para representar bem o país no festival”, destacou Tony Frampênio.

 

Carinho dos moçambicanos

A interacção com o público moçambicano por via das redes sociais tem criado uma maior proximidade com actores angolanos. Jaime Joaquim, que faz a sua primeira internacionalização, explicou, que tem procurado saber mais sobre a realidade e a cultura do país do Índico, através de pesquisas feitas na internet e sobre contactos com os organizadores do festival.

Para o actor, a sua participação na telenovela "O Rio”, tem criado alguma curiosidade entre o público local que mostram-se ansiosos para o ver actuar no festival de teatro. "Tenho conversado com alguns moçambicanos pelas redes sociais e que têm mostrado muito carinho pelos angolanos o que é bom para o fortalecimento dos laços culturais entre os povos”.

 

Momento ímpar

Multifacetada e com uma folha de serviços invejável, a actriz e apresentadora de televisão Lesliana Pereira disse existir uma grande expectativa por ser a primeira vez que participa num festival internacional de teatro no estrangeiro.

Para a actriz, que está no teatro desde 2016, participar no festival, tem um significado "ímpar”, sobretudo por poder fazer parte de um elenco que trabalha com rigor e profissionalismo. Explicou que existe uma energia positiva e que tudo farão para dignificar o bom nome das artes cénicas angolanas durante a participação no festival.

A também Miss Angola 2008 destacou o facto de existir uma boa relação de amizade e solidariedade entre os dois povos, o que vai permitir consolidar os laços culturais. "Precisamos aumentar o número de actividades culturais entre os angolanos e moçambicanos, por termos muitas semelhanças culturais”, destacou. 

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