Economia

ENI e PNUD apoiam energia sustentável

A petrolífera italiana ENI e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) assinaram na se-gunda-feira, em Nova Iorque, um Memorando de Entendimento para a promoção de energia sustentável em África, incluindo Angola, um dos países em que a companhia opera.

26/09/2018  Última atualização 09H32
João Gomes| Edições Novembro © Fotografia por: Procura por fontes energéticas cresce com a rápida urbanização

Uma nota de imprensa conjunta, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento e da ENI, a que a Angop teve acesso, informa que esta é a primeira parceria do género, entre o PNUD e uma empresa global de energia.
O Memorando de Entendimento foi assinado pelo director executivo da ENI, Cláudio Descalzi e pelo administrador do PNUD, Achim Steiner, durante uma cerimónia oficial organizada pela missão permanente da Itália, nas Nações Unidas, à margem da 73ª Assembleia-Geral.
“Melhorar o acesso à energia, particularmente em África, é fundamental para os nossos valores, constituindo agora parte intrínseca do nosso negócio. Investimos mais de metade do nosso orçamento em África, impulsionando o potencial doméstico e promovendo o desenvolvimento local.  O Memorando de En-tendimento de hoje – pioneiro no sector de energia – ressalta a credibilidade dos nossos esforços e a solidez do nosso modelo de negócio”, disse Cláudio Descalzi.
Com base no acordo, a ENI deve desenvolver empreendimentos para melhorar o acesso à energia limpa na região e o PNUD deve usar a sua ampla rede de desenvolvimento em mais de 170 países, para fomentar um ambiente propício para a implementação da parceria e analisar o seu impacto sustentável nas comunidades locais. Angola, Congo, Costa do Marfim, Egipto, Gabão, Ghana, Quénia, Moçambique, Nigéria e Tanzânia estão entre os primeiros países a implementar, inicialmente, a parceria.
Os projectos da ENI in-cluem a produção de electricidade, a partir de parques foto voltaicos (PV), incluindo sistemas flutuantes, parques eólicos, soluções fora da rede, repovoamento florestal e soluções limpas de cozinha. Como parte desta parceria, o PNUD deve, também, trabalhar para promover o conhecimento sobre energia limpa e modelos de negócio sustentáveis e deve ainda providenciar formação às comunidades beneficiárias.
Em 2017, a ENI entregou 56 mil milhões de metros cúbicos de gás a mercados domésticos, em 14 países de África. Até agora, investiu um total de aproximadamente dois mil milhões de dólares, na África Subsariana, na construção e restauração de redes e centrais eléctricas, fornecendo electricidade a mais de 18 milhões de pessoas. “Estamos presentemente a lançar novos investimentos de energia renovável, por todo o continente,” explicou Cláudio Descalzi.

Parceiro estratégico
“O sector privado é um parceiro estratégico que pode ajudar a concretizar a nossa visão, para um desenvolvimento inclusivo, conforme descrito na Agenda 2030 e nos 17 Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)”, disse Achim Steiner, administrador do PNUD. “A experiência conjunta, a capacidade de inovar e as redes locais do PNUD e da ENI podem permitir a melhoria de acesso às fontes de energia sustentável em África”, admitiu.
Achim Steiner disse, que esta parceria demonstra como se pode trabalhar em conjunto, para alcançar os objectivos, particularmente, os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável o 17 sobre parcerias, o 13 sobre o clima, o 12 sobre o consumo e produção sustentável, e acima de tudo o 7 sobre energia acessível e limpa.
O administrador disse, também, que a instituição deve trabalhar para assegurar o sucesso da parceria, em acelerar o acesso às fontes de energia sustentável, de modo a ir de encontro aos objectivos sociais e ambientais, previstos na Agenda 2030.
A procura de fontes energéticas, em África, é propensa e cresce com a rápida urbanização e crescimento económico. A Agenda 2030 e os 17 ODS, especificamente o ODS 7, exigem acesso universal à serviços energéticos, incluindo combustíveis e tecnologia limpa, acessíveis, confiáveis e modernos.

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