Economia

Eni Angola anuncia aumento da produção nos campos petrolíferos

Pedro Peterson

Jornalista

A petrolífera italiana Eni reportou que a exploração do crude nos campos explorados aumentou para um bilião de barris, no terceiro trimestre deste ano, depois da descoberta dos campos de Agogo, no Bloco 15/06 (com 36,8 por cento), e da avaliação bem sucedida de um novo poço.

10/11/2020  Última atualização 18H10
© Fotografia por: DR
A empresa assegura que a Start-up do campo petrolífero Agogo, no Soyo, na província do Zaire, contribuiu para os resultados animadores da multinacional a nível global, assim como a adjudicação da exploração do Bloco 28 (onde a Eni detém 60 por cento) nas bacias do Namibe e Benguela em offshore.

No relatório de produção, a petrolífera assegura que, nos nove meses do ano em curso, houve um acréscimo na produção de mais de 300 milhões de barris e de novos recursos esperados para o ano em aproximadamente dois milhões de barris por dia graças aos sucessos alcançados no ano passado.
O lucro operacional ajustado, para o terceiro trimestre de 2020, aumentou fortemente em relação ao prejuízo do segundo trimestre do ano em curso.


Efeitos da pandemia

Na sua comunicação, a petrolífera italiana faz saber que o  declínio na produção, verificado no segundo trimestre, foi devido aos efeitos da pandemia da Covid-19 na economia e, sobretudo, na demanda de energia.
No terceiro trimestre, explica, a petrolífera produziu 1,7 milhões de barris diários, registando uma redução de 10 por cento em relação ao período ho mólogo (1,74 milhões de barris por dia).

Em Janeiro último, a ENI obteve uma nova licença de exploração e produção na bacia inexplorada do Namibe, no offshore, atribuindo o Bloco 28 à empresa como operadora com 60 por cento de participação. O Bloco 28 está localizado numa área de exploração fronteiriça com uma profundidade que varia entre 1.000 e 2.500 metros.

A Eni também detém uma participação de 13,6 por cento no Angola LNG, que opera uma planta de gás natural liquefeito, localizada no Soyo, província do Zaire.
A planta possui uma capacidade de tratamento de aproximadamente 350 biliões de pés cúbicos por ano de gás de alimentação e uma capacidade de liquefacção de 5,2 milhões de toneladas por ano de GNL.

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