Sociedade

Enfermeiros convocam greve a partir de segunda-feira

Alberto Quiluta

Jornalista

Os enfermeiros da província de Luanda podem dar início a uma greve, por tempo indeterminado, a partir de segunda-feira, caso as autoridades locais não resolvam os pontos do seu caderno reivindicativo.

19/11/2021  Última atualização 10H50
Se houver greve, serviços mínimos vão ser garantidos © Fotografia por: DR
O secretário-geral do Sindicato dos Técnicos de Enfermagem de Luanda,  António Afonso Kileba, admitiu, ontem, que a declaração de greve se deve ao não cumprimento de 14 pontos do caderno reivindicativo, entregue em Novembro de 2020, em que se destacam a abertura do concurso público interno, pagamento dos subsídios do décimo terceiro mês aos profissionais de Enfermagem, admitidos em 2018, entre outros.

António Afonso Kileba realçou que a entidade empregadora não satisfez as exigências dos profissionais contidas no caderno reivindicativo, que além das questões acima referidas não tratou de aspectos como a abertura do concurso público de actualização e formação de categoria dos profissionais de Enfermagem e outros do sector da Saúde, que aumentaram os seus níveis académicos.

O sindicalista avançou que ao Governo Provincial exigiu-se a criação de condições para os serviços de segurança nas unidades sanitárias, uma vez que muitos técnicos têm sido agredidos, principalmente, nos estabelecimentos de nível primário e a questão da falta de alimentação durante 24 horas.

"O profissional está lá para atender os pacientes, mas trabalha sem alimentação”, lamentou Afonso Kileba, para garantir, ainda, que caso seja despoletada a greve, os serviços mínimos estarão garantidos em todas as unidades sanitárias da capital.

"Esses serviços vão estar mais reduzidos, mas, como já dissemos, as equipas de piquete estarão lá, porque estão criadas para supervisionar e atender aqueles casos com necessidade imperiosa de atendimento ou orientação de encaminhamento para outra unidade sanitária”, assegurou o sindicalista.

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