Sociedade

Energias renováveis chegam à cidade de Saurimo

Kamuanga Júlia | Saurimo

Jornalista

O município de Saurimo, província da Lunda-Sul, vai dispor, dentro de dois anos, de uma central fotovoltaica, com capacidade para gerar cerca de 26 megawatts de luz eléctrica, no quadro de um programa de expansão de energias renováveis.

20/06/2022  Última atualização 09H20
Com a instalação da central fotovoltaica, o país poupa milhares de kwanzas em combustíveis

Para materializar esse projecto, o secretário de Estado para a Energia, António Belsa da Costa, referiu que a construção da nova central fotovoltaica vai permitir ao Governo poupar custos anuais, avaliados em cerca de 2.700.000 kwanzas, investidos na compra de combustíveis e derivados.

A central fotovoltaica, orçada em 40 milhões de euros, vai contar no seu campo com 44 mil painéis, com vista a gerarem energia para permitir mais de 115.300 ligações domiciliares.

Além da província da Lunda-Sul, o secretário de Estado realçou que a aposta do Executivo é expandir as energias renováveis em todo o país, para que, em 2025, atinja uma cobertura na ordem de 70 por cento, numa altura em que o Aproveitamento Hidroeléctrico de Caculo Ca-baça, na província do Cuanza-Norte, regista avanços animadores para gerar mais de dois mil megawatts.

Quanto à Lunda-Sul, António Belsa da Costa realçou que, com base nos dados obtidos do Governo local, os níveis de fornecimento de energia melhoraram na província, reflexo de uma fiscalização atenta e da adequação de políticas de pagamento junto dos clientes, o que permitem à ENDE superar constrangimentos e elevar a prestação.

A par do projecto de construção da central fotovoltaica, foi, igualmente, consignada as obras de uma nova estação de tratamento de água (ETA), com capacidade de 60 mil metros cúbicos por dia (o mesmo que 60 milhões de litros), no bairro Txizainga, arredores da cidade de Saurimo.

António Belsa da Costa, que representou o ministro João Baptista Borges, salientou que a empresa Sinohidro tem dois anos para concluir os empreendimentos, projectados para uma área total de mais de 60 hectares, 20 dos quais reservados para a ETA. Para a edificação da ETA, o Governo vai gastar perto de 169 milhões de dólares, e a entrada em funcionamento da estrutura vai beneficiar mais de 600 mil habitantes.

Nesta empreitada, a em-presa Synohidro vai, entre outros procedimentos, instalar uma conduta, numa extensão, de aproximadamente, 50 quilómetros. O projecto abarca, também, duas estações, sendo uma de bombagem para a captação de água e outra para tratamento, além de três centros de distribuição e um edifício administrativo.

O governador provincial da Lunda-Sul, Daniel Neto, considerou que a consignação destes projectos estruturantes, em menos de um ano, reflectem a resposta às várias preocupações manifestadas em encontros de auscultação às comunidades.

Reiterou o compromisso de as autoridades continuarem a trabalhar para que a população sinta, na prática, os benefícios dessas intervenções.

O Governo angolano está a levar a cabo actos semelhantes nos municípios de Cacolo, Dala e Muconda, para ganharem sistemas capazes de viabilizar, tendo em conta que a pretensão é a conexão de mais de 900 ligações domiciliares aos sistemas.

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