Economia

Endiama instada a elevar produção e enviar técnicos para as concessões

O Ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás declarou que o aumento da produção é o principal desafio adoptado para o mandato do Conselho de Administração que foi apresentado aos trabalhadores da companhia, ontem, em Luanda, depois de os seus membros terem sido empossados, na quarta-feira.

02/12/2022  Última atualização 06H10
Ministro dos Recursos Minerais (quarto a contar a esquerda) com os membros do Conselho de Administração da Endiama © Fotografia por: DR

Diamantino Azevedo considerou, no acto de apresentação, que a meta de produção proposta pela liderança da companhia é optimista, até ao ponto de o levar a hesitar na sua validação, mas declarou ser o cumprimento desse objectivo a principal tarefa do Conselho de Administração.

"Foi-me apresentada uma meta muito boa, eu próprio estou com algum receio a aceitar essa meta, mas, se alcançarmos, será muito bom para a empresa e para o país”, afirmou o ministro, numa referência ao objectivo no início do ano anunciado pela liderança da diamantífera de obter, em 2022, uma produção de 10,5 milhões de quilates, avaliados em 1,4 mil milhões de dólares.

Naquela altura, o presidente do Conselho de Administração reconduzido da Endiama, Ganga Júnior, foi citado a afirmar que, inicialmente, foi projectada uma produção de 13,8 milhões de quilates este ano no valor de cerca de 1,9 mil milhões de dólares.

A revisão da previsão em baixa deveu-se ao "contexto e aos preços de mercado” daquela altura, quando as informações apontavam para "uma certa contracção em termos de preços”, pelo que a empresa optou uma postura algo conservadora.

Em 2021, Angola obteve uma produção de 8,7 milhões de quilates de diamantes brutos, quase 4,0 por cento abaixo da meta de 9,1 milhões de quilates estabelecida para aquele ano.

 

"Todos para as minas”

Num outro momento, o ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás orientou o novo Conselho de Administração da Endiama a transformar a companhia numa operadora mineira, despindo-se do estatuto já legalmente retirado de concessionária do sector diamantífero, com o envio dos quadros técnicos para as concessões mineiras.

Diamantino Azevedo solicitou à nova liderança da Endiama que os técnicos, principalmente os que estão ligados à geologia e engenharia de minas, deixem Luanda, por não ser necessário que a força de trabalho da companhia permaneça nos escritórios da capital do país.

O responsável anunciou que vai solicitar ao Conselho de Administração uma lista de todos os funcionários da companhia com as suas qualificações, para que a maior parte vá para as minas: "não precisamos de muita gente em Luanda”, declarou.

Diamantino Azevedo considerou que, depois de ter deixado o papel de concessionária, a Endiama deve adoptar a postura de uma empresa operadora mineira, até porque "o papel do geólogo é no campo”, podendo alternar as operações nas minas de produção diamantífera com temporadas de trabalho teórico em Luanda.

Os funcionários da Endiama Mining, que implantou a sede no Dundo, devem ir instalar-se naquele município da Lunda-Norte, afirmou o ministro, indicando que "essa é uma tarefa imediata”.

O ministro apontou um terceiro desafio para a companhia, que incide sobre a ajuda à solução a organização da exploração do sector Semi-industrial de diamantes, uma questão que incide sobre o facto de a companhia deter um número substancial de concessões desse tipo e poucas a operar. "Cabe à Endiama contribuir e apoiar que estes projectos comecem a operar”, disse.

Naquela ocasião, Ganga Júnior reconheceu ser necessário haver, na Endiama, uma mudança da paradigma e concordou em que um dos grandes desafios da empresa continua ser o aumento da produção, bem como das receitas destinadas aos cofres do Estado.

O Conselho de Administração apresentado aos trabalhadores foi anunciado pelo Presidente da República a 25 de Novembro, sendo liderando por Ganga Júnior, com Laureano Paulo, Ana Maria Bartolomeu, Teófilo Chifunga e Domingos Margarida como administradores executivos. Os cargos de administradores não executivos são ocupados por Santana André Pitra e Ngola Kabangu.

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