Economia

Encaixe financeiro da ENDE cresceu 32 por cento em 2019

A aplicação dos novos tarifários e investimentos com recurso a linhas de financiamento externas permitiram à Empresa Nacional de Distribuição de Energia (ENDE) um encaixe de 56 mil milhões de kwanzas em 2019, um crescimento de 32 por cento face a 2018.

07/03/2020  Última atualização 14H28
DR © Fotografia por: Ruth Safeca: consumo de energia atingiu 56 mil milhões de Kz

Os dados foram revelados ontem, no Aproveitamento Hidroeléctrico de Laúca (Malanje), pela presidente do Conselho de Administração da referida companhia, Ruth Safeca, à margem do 10º Conselho Consultivo do Ministério da Energia e Águas (MINEA).

Ruth Safeca admitiu que, apesar do desempenho da cobrança, o incremento de cerca de 90 por cento do tarifário, desde Julho de 2019, causou alguma retracção nos índices de pagamento entre um significativo número de consumidores ao longo dos primeiros seis meses.
As famílias, disse, sentiram algum peso devido a coincidência da aplicação das novas tarifas com a entrada em vigor do Imposto de Valor Acrescentado (IVA), razão pela qual as estatísticas pautaram-se pelo decréscimo substancial dos pagamentos regulares, sobretudo nos primeiros três meses, mas nota-se que a situação tende a voltar ao normal.
Ruth Safeca considera que os clientes aperceberam-se que o aumento do tarifário é intrínseco à melhoria dos serviços prestados e permitiu que a rede de distribuição fosse expandida para novas localidades, o que tem estado a resultar no crescimento do número de clientes.
“Podemos tirar ilações positivas, em virtude do aumento na ordem de 14 por cento da nossa base de clientes”, afirmou a presidente do Conselho de Administração da ENDE, que anunciou a instalação de 800 mil contadores de consumo pré pago, inserida num projecto do Banco Mundial cuja abordagem está em fase final e que vai cobrir grande parte dos nossos clientes que ainda não dispõem deste dispositivo.
Os projectos incluem a reabilitação e expansão das redes para as províncias da Huíla, Huambo e Benguela e outros que ainda necessitam de enquadramento financeiro por estarem amparados pelos Eurobonds, ficando sujeitos às variações macroeconómicas que se verificaram, declarou Ruth Safeca.

 

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