Economia

Empresas instadas a contribuir no combate à pobreza

Manuel Barros| Cacuaco

As empresas devem implementar projectos sociais que visam o desenvolvimento das comunidades, empoderar as famílias, combater a delinquência, a violência, a fome e a pobreza.

29/07/2022  Última atualização 09H20
© Fotografia por: DR

A declaração foi proferida, ontem, em palestra, na Escola Nacional de Formação de Técnicos do Serviço Social (INFOTESS), em Cacuaco, Luanda, pela representante do Ministério da Acção Social, Família e Promoção da Mulher (MASFAMU), promovida pela Associação da Organização de Apoio aos Necessitados (AOAAN).

Margarida Leite afirmou que as empresas devem utilizar uma parte dos lucros para desenvolver projectos de âmbito social em áreas como a Educação, Saúde, Cultura e  outras para, aos poucos, o país tirar milhares de cidadãos que se encontram em situação de pobreza.

Referiu que esse processo deve contar com a participação das comunidades em todas as fases, por serem as principais benefeciárias.

A representante do MASFAMU considerou haver, ainda, muito por fazer, pois existem muitas empresas que até a data não começaram a implementar quaisquer projectos sociais nas comunidades em que estão inseridas.

O presidente da AOAAN, Francisco Ambriz, afirmou que  essa chamada de atenção às empresas baseia-se num estudo feito em algumas comunidades de Cacuaco que conduziu à constatação de que "há um índice elevado de gravidez precoce, analfabetismo, violência doméstica, criminalidade entre outros, muito deles motivados por falta de ocupação dos jovens”.

Francisco Ambriz acrescentou que as empresas devem ser parceiras do Estado,  ajudando o Governo onde opera. "As empresas devem desenvolver projectos nas comunidades de difícil acesso e onde há pobreza extrema, para que se possa sentir, efectivamente, a sua presença”, disse.

Estiveram presentes na palestra representantes das empresas Sonils, TCUL, Pumangol, Fundação Sagrada Esperança, Fundação Brilhante e sociedade civil.


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