Sociedade

Empresas de segurança devem entregar armas em seis meses

André da Costa

Jornalista

As empresas de segurança têm, seis meses para entregarem as armas com calibre de guerra que usam nas suas actividades, contra as regras previstas na Lei nº 10/14, disse, ontem, o comissário Orlando Bernardo, durante conferência de imprensa sobre o balanço das acções criminosas ocorridas em Agosto e Setembro deste ano no país.

13/10/2021  Última atualização 08H05
As firmas que exercem actividades de segurança no país devem evitar armas de © Fotografia por: Alberto Pedro | Edições Novembro
O oficial esclareceu que depois deste prazo, as empresas que não procederem a entrega fá-lo-ão de forma  coerciva. "A partir de agora entra-se para o período coercivo, as empresas devem entregar as armas de guerra e adquirir as armas de defesa. À medida que forem entregando, serão  devidamente controladas pela Polícia Nacional. Há controlo dos armeiros que as forças de defesa e segurança usam, faltando apenas das empresas de segurança", acrescentou.
Orlando Bernardo disse que o país registou, em Agosto e Setembro, 10.788 crimes de natureza diversa. Foram esclarecidos 6.694, com a detenção de 7.307 cidadãos implicados. Comparativamente ao mesmo período do ano anterior, disse, houve a redução de 572 ilícitos. 

Em termos de ilícitos criminais específicos, sublinhou, igualmente, uma redução de 51 homicídios voluntários e 413 crimes de ofensas corporais. 

Explicou que os 2.889 crimes registados correspondem a crimes de homicídio, roubo e agressão sexual.  4.992 foram de furto e de ofensas corporais, sendo estes os que mais aumentaram nas estatísticas criminais da Polícia Nacional. 46 por cento deles ocorreram em residências.

Orlando Bernardo esclareceu que a taxa de homicídios praticados no país é de 1 crime por cada 100 mil habitantes. No mundo a estatística é de 10  por 100 mil habitantes.
Operações

O oficial explicou que a Polícia Nacional realizou, no referido período, várias micro-operações que resultaram na apreensão de 273 armas de fogo, 422 viaturas, 1.062 motociclos, 1.449.954 quilogramas de liamba e recuperação de 34 viaturas. 

Esclareceu que foram desmantelados 13 grupos de marginais que se dedicavam na prática de crimes diversos na via pública e em residências, o que culminou na detenção de 37 supostos marginais. 

Foi ainda, disse, desmantelada uma associação de malfeitores constituída por cidadãos chineses que se dedicavam a raptos no município de Belas e outra liderada por um cidadão nigeriano, virada para o tráfico de seres humanos. 

Informou que as acções operativas realizadas pela Polícia permitiram devolver o sossego a 39 bairros alvos de alta criminalidade, como Caop A,B,C, Boa Fé e Papá Simão.     
Paz e tranquilidade

Orlando Bernardo tranquilizou os cidadãos, justificando que a corporação está a fazer todos os esforços para a manutenção da ordem e tranquilidade pública no país. "Há segurança no país", disse.

O presidente do Conselho Nacional da Juventude, Isaías Calunga está  satisfeito com a publicação dos resultados das acções operacionais. "O Conselho vai poder transmitir aos jovens que há segurança em Luanda e no país", sublinhou. A jornalista Luísa Rogério, presidente da Comissão da Carteira e Ética  valorizou o encontro. Alegou  os  ocorridos em Luanda e os dados apresentados pela Polícia, criaram a impressão de que a corporação está a trabalhar.  "A partilha de dados é importante para a actividade dos jornalistas", disse.

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