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Empresas de segurança com seis meses para trocarem armas

As empresas de segurança têm seis meses para trocar as armas de guerra por armas de defesa permitidas por lei desde 2014, informou hoje o porta-voz da Polícia Nacional.

12/10/2021  Última atualização 20H35
© Fotografia por: DR

Orlando Bernardo, que apresentou a situação de segurança pública em Agosto e Setembro, afirmou que as empresas de segurança privada estão proibidas a partir de agora de transferir armas de uma província para outra.

"Já não podem transferir armas de Luanda, por exemplo, se abriu um posto em Benguela. Nenhuma arma de guerra é transferida de um sítio para outro. Depois de algum tempo essas armas vão começar a ser recolhidas também”, informou Orlando Bernardo.

Segundo o porta-voz da polícia, o objectivo é controlar se é verdade "de facto o que se diz, que as armas que vão para o crime, saem das empresas de segurança”.

Muitas das armas em posse das empresas de segurança, acrescentou Orlando Bernardo, são de má qualidade e "são as que, normalmente, aparecem nos crimes”.

De acordo com Orlando Bernardo existem no país entre quatro e cinco empresas de segurança excelentes, "mas há depois aquelas que protegem a loja” de cidadãos oeste-africanos, proprietários de pequenos estabelecimentos comerciais em Angola, e "essas são um problema terrível”.

"Vamos agora começar a intervir no mercado de forma a controlar esse segmento. E se controlarmos esse segmento das armas das empresas de segurança é natural que vamos conseguir também as armas que vão para o crime”, frisou.

Orlando Bernardo garantiu que há cada vez mais um maior controlo dos armeiros das forças de defesa e segurança, sendo por esta altura "muito difícil ter uma arma fora do armeiro que não esteja controlada”.


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