Economia

Empresários procuram novos parceiros na China

Empresários angolanos pretendem captar novos investimentos e fortalecer as parcerias na primeira Exposição Económica e Comercial China - África que a cidade de Changsha acolhe de amanhã até sábado.

26/06/2019  Última atualização 09H30
© Fotografia por: Principal praça financeira de Changsha onde vários investidores e empresários chineses e africanos acertam negócios

No Centro de Conferência de Hunan, mais de 100 empresas nacionais têm os olhos postos na diversificação da economia. Para tal, põem à mostra o potencial e o que está disponível em cada um dos respectivos sectores para atrair maior interesse externo.
De acordo com o administrador da Agência de Investimento Privado e Promoção das Exportações (AIPEX), José Chinjamba, pretende aproveitar a ocasião para informar aos empresários africanos e chineses sobre o quadro legal e o actual ambiente de investimentos em Angola.
“Estão a ser adoptadas medidas para reduzir alguns constrangimentos nos negócios, pois o país precisa de muitos investidores para ajudar a diversificar a economia”, disse. O Grupo Refriango, por exemplo, quer exportar bebidas de Angola para a China.
De acordo com o administrador, José Daniel, a exposição comercial reúne várias empresas africanas e chinesas, pelo que vai impulsionar os negócios e alargar o portfólio do mercado de consumo das mais de 15 marcas de bebidas produzidas em Angola. “A nossa grande expectativa é conseguir o mercado chinês e outros africanos através da criação de parcerias de negócios. A comunidade chinesa em Angola tem grande preferência pelos nossos produtos”, disse. Já o director comercial das Salinas de Calombolo, José Carneiro, quer firmar contratos de negócios e garantir o aumento da sua área de produção de sal na província de Benguela.
“A China é um forte parceiro económico por possuir milhões de consumidores que esperamos conquistar com esta exposição comercial. Esta feira, na verdade, vai gerar maior proximidade nas relações de negócio entre os dois países”, manifesta. José Carneiro prevê para este ano uma produção de 100 mil toneladas de sal. Com as obras de construção a decorrerem numa área de 2500 hectares, a produção pode ascender a 200 mil toneladas nos próximos anos.
O director da empresa MC Construção, Marisio da Costa, carrega o sonho de conquistar o mercado asiático nesta primeira edição que junta empresários angolanos e chineses, além de outros africanos.
“A China domina o mercado da construção e isso facilita o acesso dos clientes e parceiros a uma vasta gama de materiais a preços acessíveis. Por este motivo, acredito conseguir uma parceria nestes três dias de exposição”, contou.
O empresário, de 40 anos de idade, desenvolve o negócio de acabamentos de habitações no ramo da construção civil desde 2013, ano em que deu início a actividade onde emprega 30 funcionários.
Acredita, por isso, que os encontros com os empresários chineses vão ajudar a adquirir mais conhecimento em tecnologia habitacional e melhorar a sua actuação no mercado angolano. O jovem licenciado em Arquitectura desenvolve, neste momento, os acabamentos das habitações dos Condomínios do Grupo Boa Vida.

O impacto na economia real
O Ministério das Pescas desenvolve um projecto de construção de infra-estruturas para garantir um melhor manuseio do pescado nacional. O consultor da ministra das Pescas, Avelino Quarenta, acredita serem fundamentais o investimento e o conhecimento das empresas chinesas para desenvolver o projecto piscatório. “Temos enfrentado algumas dificuldades para a construção das infra-estruturas e, por isso, consideramos ser prioritário encontrar parceiros chineses para concretizar a transformação do pescado nacional em todas as províncias do país”, acentuou.
Avelino Quarenta explicou que a maior parte do pescado nacional é processado e embalado dentro do navio, uma prática que dificulta o controlo do peixe.
Para o consultor, a criação de infra-estruturas ajuda a reduzir o nível de desemprego, com a admissão de mais técnicos que vão trabalhar no processamento e embalagem do pescado.
A presidente da Associação das Mulheres Empresárias de Malanje, Ana José, na mesma senda, quer apoio na transformação de produtos do campo e levou à China o potencial agrícola.

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