Economia

Empresários prevêem resultados positivos este ano

Cinquenta e um por cento da maioria dos directores da área de finanças em Angola (CFO) estão este ano optimistas em relação aos resultados das suas empresas, antecipando melhorias no ambiente de negócios, de acordo com um estudo da companhia internacional de consultoria Deloitte, enviado ontem ao Jornal de Angola.

29/03/2019  Última atualização 20H10
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O “CFO Survey Angola” acrescenta que, na projecção do próximo triénio (até 2021), a previsão é ainda mais positiva, com 93 por cento dos inquiridos a acreditar que o desempenho financeiro do país vai melhorar.

A crescente confiança dos CFO, afirma o documento, relaciona-se com uma melhoria na percepção do ambiente político e com a implementação das medidas de estabilização económica em curso, que resultam numa maior segurança dos inquiridos a nível económico”, afirma Luís Alves, associado da Deloitte Angola.

De acordo com o estudo, os CFO adoptam como principais estratégias, este ano, a redução de custos operacionais, tal como disseram 73 por cento dos inqueridos, o aumento da eficiência operacional e optimização de processos (71) e a consolidação de operações (67).

Os CFO identificaram também estratégias como o investimento em investigação e desenvolvimento (I&D), ou o investimento em “Smart Technology” como sendo prioridades para o futuro.

Quando questionados sobre as prioridades que têm em conta para as projecções dos fluxos de caixa, a maioria dos CFO (62 por cento) acredita que se deve melhorar as operações actuais, 49 que se deve proceder ao pagamento das dívidas, 47 que se deve investir em Capex (despesas de capital) e 44 que deve ser feita retenção de capitais para efeitos de liquidez.

“É de salientar que os interesses dos CFO apontam para a reutilização dos rendimentos na própria empresa, através de medidas como o investimento em bens de capital, melhoria de operações, investigação e desenvolvimento. Este indicador demonstra que os inquiridos estão confiantes no potencial das empresas em que operam”, refere o sócio da Deloitte Angola.

 

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