Política

Empresários exortados a aderirem à linha de crédito

César Esteves

Jornalista

O Presidente da República, João Lourenço, voltou a apelar, esta sexta-feira (14), em Luanda, ao sector empresarial privado a aderir à linha de crédito do banco alemão Deutsche Bank, avaliada em mil milhões de euros, solicitada pelo Executivo.

15/01/2022  Última atualização 08H30
© Fotografia por: DR
O Chefe de Estado reiterou o apelo durante a reunião do Conselho Económico e Social, realizada na sala do Conselho de Ministros. "Para um país que quer inverter a estrutura da sua economia, fazer com que o Estado deixe de ser menos interventivo na economia e passar essa responsabilidade ao privado, não podemos continuar a desperdiçar os recursos que estão à disposição da economia, para que possamos empoderar o sector privado”, realçou.
Disse que tudo que o Executivo puder fazer, para ajudar, vai fazer. "Portanto, boa sorte! Esforcem-se por tirar o maior proveito possível dessa linha. É pegar ou largar!”, exortou, reforçando que não foi encontrada uma linha menos gravosa que essa.

"Pode ser que exista, mas, até aqui, não encontramos nesses valores tão avultados. Se algum dia conseguirmos, vamos procurar aproveitar, mas, enquanto não existir outra, o que há e único disponível, é este”, destacou. 

Na última entrevista, este mês, a cinco órgãos de imprensa, entre os quais o Jornal de Angola, o Presidente revelou que a única empresa que beneficiou desta linha de crédito, em 200 milhões de euros, é a Leonel Carrinho. Entretanto, disse que estão, ainda, disponíveis 800 milhões de euros.

Essa linha de crédito foi negociada pelo Executivo, há três anos, e destina-se a apoiar, exclusivamente, o sector privado. A reunião de ontem, do Conselho Económico e Social analisou o Programa de Financiamento Alargado com o FMI (Dezembro de 2018- Dezembro de 2021), os seus resultados, estrutura metodológica e o futuro da relação com o FMI.

Constou, igualmente, da agenda de trabalho da reunião, a problemática da pobreza em Angola e as medidas para a reconversão da economia informal. O último tema analisado foi a sustentabilidade ambiental e a gestão dos resíduos sólidos.

O Conselho Económico e Social é um órgão consultivo autónomo do Presidente da República que tem a incumbência de produzir reflexões à volta de questões de especialidade macro-económica, empresarial e social. O órgão é integrado por membros designados pelo Presidente e são escolhidos entre especialistas reconhecidos nas áreas das ciências económicas e sociais, empresários e gestores com experiência notável.

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