Economia

Empresa produz 13 mil toneladas de sementes

Arão Martins | Cuvango

Jornalista

Nos últimos cinco anos, 13 mil toneladas de sementes de batata e milho melhoradas foram produzidas em fazendas da empresa Jardins da Yoba, localizadas nos municípios da Chibia, Humpata, Matala (Huíla) e Ombadja (Cunene).

05/05/2022  Última atualização 08H50
Melhoramento de sementes de batata-rena e milho ocorre em cinco fazendas da firma © Fotografia por: Arão Martins | Edições Novembro

O director-geral da empresa, João Saraiva, que prestou a informação ao Jornal de Angola, ao anunciar o lançamento de uma nova variedade de sementes de milho híbrido, disse que a batata-rena, com oito mil toneladas, liderou a produção de sementes, seguida pelo milho, com mais de cinco mil toneladas.

João Saraiva esclareceu que, além da batata-rena e milho, no mesmo período foram produzidas sementes de massango e massambala, introduzidas no mercado nacional em quantidades modestas.

A empresa, disse o responsável, conta com cinco fazendas de multiplicação de sementes, três das quais localizadas no município da Chibia, uma na Matala, na Huíla, e outra no município de Ombadja, Cunene.

Destacou a fazenda do município da Humpata (um município situado a 22 quilómetros a oeste da cidade do Lubango), situada a mais de dois mil metros sobre o nível do mar, como específica para o trabalho de melhoramento e manutenção de linhas das sementes.

No princípio, notou a fonte, os níveis de produção rondavam entre 100 a 150 toneladas, mas a produção aumentou impulsionada  pelos programas do Executivo de apoio à produção nacional.

O director-geral da Jardins da Yoba sublinhou que a estratégia de ter uma fazenda específica na Humpata beneficia das "excelentes condições para fazer todo trabalho, incluindo o acompanhamento da produção de semente básica e pré-básica, determinante no processo de multiplicação.

"A estratégia de construir diferentes fazendas, em vários locais, para multiplicação de sementes, permite que se esteja a semear os primeiros campos em Agosto e Setembro, nos municípios da Chibia, Quipungo e Matala, para, de Novembro a Dezembro, acabar os últimos campos, e, em Janeiro e Fevereiro, semear os campos de Ombadja (Cunene), o que faz com que tenhamos plantação alargada”, disse.

João Saraiva adiantou que, para este programa, foram admitidos mais de 10 técnicos formados pela Faculdade Agrária do Huambo e do Instituto Superior Politécnico da Huíla, bem como um do Instituto Superior Privado do Lubango.

Explicou que a empresa Jardins da Yoba persegue um objectivo estratégico nacional: "uma reserva estratégica nacional de sementes tem de ser constituída para evitar sujeição à vulnerabilidade dos impactos das pandemias ou grandes alterações causadas por conflitos internacionais”.

O director-geral indicou que está-se a tirar benefício dos diferentes solos e climas que há na região, com a constituição de unidades de multiplicação estratégica em diferentes locais, de forma que se esteja a semear milho desde Agosto ou Setembro até Fevereiro ou Março, o que faz com que se inicie a época de colheita em Abril ou Maio e acabar em Setembro ou Outubro.

 O cumprimento desses prazos faz com que a fábrica processe sementes desde o início de Maio até ao final do ano, aproveitando as duas épocas de colheita proporcionadas para o cultivo de  milho no país.

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