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Empreiteira da barragem de Caculo Cabaça e trabalhadores chegam a acordo

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Um acordo Colectivo de Trabalho com objectivo de pôr fim ao "braço de ferro" entre a empresa CGGC (responsável pela construção do Aproveitamento Hidroeléctrico de Caculo Cabaça) e a Comissão Sindical dos trabalhadores, vai ser assinado nesta segunda-feira, 20, na província do Cuanza Norte.

19/06/2022  Última atualização 14H28
© Fotografia por: DR | Arquivo

Uma fonte do Ministério da Energia e Águas confirmou hoje ao Jornal de Angola, que o acordo a ser assinado tem como objectivo responder as reivindicações apresentadas pelos trabalhadores, na sequência do incidente que envolveu trabalhadores e efectivos de segurança no interior do projecto.

Segundo um comunicado de imprensa enviado ao Jornal de Angola, a assinatura do acordo que visa pôr fim ao "braço de ferro” entre as partes será testemunhado pelo ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges.

Entre as exigências constantes do caderno reivindicativo destacam-se aumentos salariais, melhores condições laborais, alimentação e assistência médica e medicamentosa.

Depois de auscultar os trabalhadores e a direcção da construtora, o ministro, João Baptista, Borges, orientou que seja encontrado um entendimento entre as partes conforme a lei. 

Vandalização

De recordar que  por volta das 9 horas do dia 25 de Maio do ano em curso, no interior do referido projecto hidroeléctrico,  ocorreu um acto de vandalização de bens patrimoniais, com realce para oito viaturas, geradores eléctricos, material de escritório, frigoríficos, cabos eléctricos, portas e janelas.

Na altura, um comunicado da Polícia Nacional dava conta que o acto foi protagonizado por um grupo de trabalhadores insatisfeitos, alegando incumprimentos dos pontos do caderno reivindicativo, apresentado à entidade patronal, a empresa chinesa CGGC CHINA GEZHOUBA GROUP COMPANY LIMITED.

Já no dia 26, o grupo de trabalhadores insatisfeitos continuou com a rebelião, tendo vandalizado as instalações e atacado fisicamente os cidadãos chineses que se encontravam no local.

Perante o cenário de confrontação, as forças destacadas no terreno, depois de esgotarem todas as técnicas para a contenção dos ânimos e, devido à grande moldura humana, foram envolvidas pelos manifestantes, munidos de objectos contundentes, facto que motivou a utilização de armas de fogo, tendo alguns disparos atingido oito cidadãos, dos quais dois morreram, um no local e outro no Hospital Josina Machel, em Luanda.

O Projecto Hidroeléctrico de Caculo Cabaça, na província do Cuanza-Norte, vai produzir 2.172 Megawatts (MW). Depois de concluído, o imponente aproveitamento fará parte de um leque de barragens construídas ao longo do Médio Kwanza, onde já despontam a de Cambambe (Cuanza-Norte), Capanda e Laúca (Malanje).

 

 


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