Opinião

Empreendedorismo no país

Sou vendedor de roupa usada há mais de 20 anos e, como eu, há milhares de angolanos que todos os dias lutam e empreendem positivamente para manter o seu ganha-pão.

26/10/2019  Última atualização 06H40

Quando oiço falar em empreendedor e, como sempre, na maioria das vezes pessoas como eu são esquecidas, não entendo o que é que se pretende com a ideia de empreendedorismo. Empreendedor não é só aquele que tem uma empresa ou negócio “chic”, bem instalado numa zona nobre e tal. Nós que estamos nos mercados, que mantemos as nossas famílias com sucesso também somos empreendedores porque conseguimos sustentar e aguentar a escola dos nossos filhos e filhas com o dinheiro do nosso empreendedorismo. O Estado e as suas instituições devem continuar a ver a todos como empreendedores, desde que o seu negócio ajude no pagamento de impostos e crescimento do país.
O indivíduo visto como empreendedor em Angola é capaz, mesmo sem apoio, de abrir o seu negócio e caminhar com pernas próprias e fazer sucesso. Desde a música, passando pelo futebol, estudos e pequenas tarefas, o homem e a mulher angolanos são empreendedores. Em todo o caso, julgo que está na hora de as autoridades ponderarem a criação de uma escola de empreendedorismo para dar as ferramentas. A propensão para o empreendedorismo está lá, o que falta são as ferramentas para que os passos dados neste sentido tenham melhor orientação e precisão. As pessoas com inclinação para o empreendedorismo precisam de ser devidamente orientadas para encaminharem bem as suas energias e capacidades criativas. E se esta e outras iniciativas tiverem a escola como o berço, tendo um ensino inovador e professores competentes não há dúvidas de que chegamos lá com mais facilidade. Afinal, ser empreendedor também representa uma forma de estar e viver numa sociedade como a angolana em que há, cada vez mais, novos desafios. Acredito que os jovens angolanos são empreendedores.

Golfe II

Sou morador de um bairro localizado no Ramiros, algumas vezes também chamado de “Vida Nova”, outras denominado “Bem-vindo” e escrevo pela primeira vez para o Jornal de Angola para abordar um bocado sobre policiamento, esquadras móveis e tranquilidade pública. Gostaria que o Comando da Polícia Nacional instalasse esquadras móveis pelos bairros, embora compreenda também que a Polícia Nacional tem as suas prioridades e limitações. Na eventualidade da impossibilidade de instalação das esquadras móveis, podia-se optar pelo patrulhamento apeado constante, por forma a desencorajar os meliantes no exercício das suas actividades anti-sociais. Há bairros novos que surgem e expandem-se a uma velocidade nem sempre acompanhada por serviços de entidades relevantes como a Polícia Nacional, cuja tarefa de prover a ordem, segurança e tranquilidade públicas não tem substitutos directos. É verdade que não temos ainda um rácio agente da Polícia por habitante que satisfaça, mas em todo o caso grande parte do papel da Polícia Nacional depende também das populações.

FELÍCIO SILVA
Ramiros

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